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Política

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Fachin defende sigilo da fonte, mas apoia decisão de Moraes que identificou informante

O discurso ocorre após o ministro Alexandre de Moraes determinar busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão

13 ago 2026 - 16h34
(atualizado às 17h29)
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, realiza na tarde desta segunda-feira, 3 de Agosto, a cerimônia de reabertura do ano Judiciário, na sede da Corte, em Brasí­lia. Fachin vai apresentar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também comanda, uma proposta de código de ética para o Poder Judiciário. O documento, ao qual o Estadão teve acesso, traz regras sobre o recebimento de presentes e a participação de magistrados em eventos.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, realiza na tarde desta segunda-feira, 3 de Agosto, a cerimônia de reabertura do ano Judiciário, na sede da Corte, em Brasí­lia. Fachin vai apresentar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também comanda, uma proposta de código de ética para o Poder Judiciário. O documento, ao qual o Estadão teve acesso, traz regras sobre o recebimento de presentes e a participação de magistrados em eventos.
Foto: WILTON JUNIOR / Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou, em discurso na abertura da sessão plenária desta quinta-feira, 13, que a Corte tem compromisso com a "liberdade de imprensa e com o direito fundamental dos jornalistas ao sigilo de fonte", mas defendeu a "responsabilização, inclusive penal, de quem tiver praticado crimes".

O discurso ocorre após o ministro Alexandre de Moraes determinar busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão. Ele é apontado como fonte de informações de um jornalista, que publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.

Moraes aponta Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, como fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo. Para chegar a Cutrim, o ministro decretou a quebra do sigilo telemático do jornalista, alvo da PF em março.

"A apuração de eventuais ilícitos deve dirigir-se à conduta que constitua objeto da investigação, jamais à atividade jornalística legítima exercida no cumprimento de sua função constitucional", disse Fachin.

"A presidência do Supremo Tribunal Federal manifesta solidariedade ao ministro Flávio Dino e reconhece que ameaças à segurança física dos ministros e familiares devem ser apuradas com rigor", acrescentou o presidente do STF.

Estadão
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