Ex-aliado de Bolsonaro no Senado, quem é Marcos Rogério, eleito novo governador de Rondônia
Esta foi a segunda tentativa do então senador de assumir o governo do Estado; em 2022, ele disputou pela primeira vez o cargo, chegando ao segundo turno
Marcos Rogério (PL), 48 anos, foi eleito governador de Rondônia. Natural de Ji-Paraná, formado em Direito e Jornalismo, o político conservador foi vereador, deputado federal — destacando-se na cassação de Eduardo Cunha — e senador, atuando como forte aliado de Bolsonaro na CPI da Pandemia. Derrotado em 2022, agora assume o estado com foco em infraestrutura, incentivo ao agronegócio e agricultura familiar, regularização fundiária, policiamento rural e regionalização da saúde pública.
Eleito governador de Rondônia neste domingo, 4, Marcos Rogério da Silva Brito (PL), de 48 anos, é filho de agricultores e natural de Ji-Paraná (RO). Conhecido como defensor de pautas conservadoras, tem entre suas bandeiras a redução da maioridade penal, o combate à ideologia de gênero nas escolas e o projeto Escola Sem Partido.
Formado em Direito e Jornalismo, concluiu o mestrado em Administração Pública e ingressou no doutorado em Direito Constitucional. Antes de iniciar a carreira política institucional, atuou como radialista e repórter de televisão.
Sua trajetória pública começou em sua cidade natal, onde foi eleito vereador em 2008 pelo PDT. Em 2010, foi eleito deputado federal, cargo que ocupou até 2018. Na Câmara dos Deputados, ganhou projeção nacional ao atuar como relator do processo no Conselho de Ética que resultou na cassação do ex-deputado Eduardo Cunha. Também votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e, durante o governo Michel Temer, posicionou-se favoravelmente à PEC do Teto dos Gastos Públicos, à Reforma Trabalhista e à abertura de investigação contra o então presidente.
Em seguida, foi eleito senador. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) - ainda filiado ao DEM - ele foi escolhido para assumir a vice-liderança do governo no Congresso Nacional. Na CPI da Pandemia, atuou como um dos principais articuladores e defensores da gestão Bolsonaro. Em 2022, disputou pela primeira vez o governo de Rondônia, chegando ao segundo turno, no qual obteve 47,53% dos votos, contra 52,47% do Coronel Marcos Rocha.
Entre suas propostas para Rondônia, estão o fortalecimento da infraestrutura estadual e o incentivo à produção rural. Os principais eixos incluem a regularização fundiária, o apoio à agricultura familiar e à agroindústria, e a ampliação da malha rodoviária para o escoamento de safras. Na segurança pública, defende o reforço do policiamento no campo e a integração entre as forças policiais. Na saúde, propõe a regionalização do atendimento e investimentos em estruturas de alta complexidade.
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