'Estadão' e Band promovem debate de segundo turno à Presidência da República em 11 de outubro
Encontro está marcado para o primeiro domingo após a votação do primeiro turno, às 20h, e poderá ser acompanhado pelas redes do 'Estadão'; Cultura, Gazeta e Jovem Pan também fazem parte da iniciativa
O Estadão e a Band, em pool com outros veículos, marcaram para 11 de outubro, às 20h, o debate de segundo turno à Presidência da República, caso haja nova votação. O encontro reunirá os dois candidatos mais votados no primeiro turno. O anúncio ocorre enquanto a pesquisa Quaest aponta Luiz Inácio Lula da Silva (39%) e Flávio Bolsonaro (34%) na liderança da disputa eleitoral, após ambos terem se ausentado do primeiro debate televisionado entre os postulantes ao Planalto.
O Estadão e o Grupo Bandeirantes marcaram para o dia 11 de outubro o debate de segundo turno das eleições para a Presidência da República. O encontro, com início previsto para as 20 horas, acontecerá no primeiro domingo após a votação de primeiro turno.
Espectadores poderão acompanhar o debate em tempo real pelo site e aplicativo do Estadão e ao vivo na Band. Participam da iniciativa também um pool de veículos de imprensa, composto pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, além do YouTube.
Desde que nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos no próximo domingo, 4, os dois mais bem votados na disputa passam ao segundo turno e serão convidados a debater propostas para governar o Brasil até 5 de janeiro de 2031.
"Mais uma vez, o nosso pool de emissoras se reúne para levar aos brasileiros o primeiro debate do segundo turno. Realizamos reuniões com os partidos desde o começo do ano e propomos o dia 11 de outubro, para o caso de haver segundo turno. Essa é uma tradição do Grupo Bandeirantes e das empresas do pool: realizar o encontro em conjunto, no horário nobre para as famílias brasileiras, para que os candidatos tenham amplo espaço de tempo para o confronto de ideias", diz Rodolfo Schneider, diretor de conteúdo da Band.
"O Estadão e a Band querem trazer para os eleitores a possibilidade de acompanhar, logo após a decisão do primeiro turno, um confronto de ideias entre os nomes escolhidos pela população para conduzirem o País a partir de 2027. Mais uma vez, estamos unindo forças em torno de princípios fundamentais para as duas casas: a defesa intransigente da democracia e a reafirmação do jornalismo de qualidade", diz Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Estadão.
A seis dias da eleição, pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 28, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 34%.
Em terceiro lugar está Augusto Cury, (Avante), com 4%, empatado numericamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Os indecisos somam 5%, e os votos em branco ou nulos, 10%.
Relembre o debate Band/'Estadão' do 1º turno
O confronto de postulantes ao Palácio do Planalto no primeiro turno foi marcado pelas ausências do presidente Lula e do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dois foram alvos de críticas dos demais participantes.
Até o momento, o confronto de candidatos da Band no primeiro turno, em parceria com o Estadão, foi o único a ser televisionado nas eleições de 2026.
Na ocasião, Renan Santos (Missão) chegou à sede da Band exibindo aos jornalistas duas fraldas com os nomes de Lula e Flávio, antes mesmo do embate começar. Já durante o evento, Ronaldo Caiado (PSD) explorou os escândalos envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse para criticar Flávio Bolsonaro.
Os debatedores também usaram a fraude no INSS, que envolve o filho mais velho de Lula e a lobista Roberta Luchsinger, para atingir o presidente da República. Assim como os dois líderes das pesquisas de intenção de voto, Romeu Zema (Novo) cancelou a participação, alegando que o encontro teria perdido o propósito sem Lula e Flávio.
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