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Política

Entenda as trocas feitas por Tarcísio na PM e a insatisfação de coronéis com mudanças

Grupo descontente vê interferência política do secretário Guilherme Derrite, enquanto Bandeirantes afirma que governador apenas antecipou regras que serão instituídas para dar mobilidade à carreira dos oficiais

22 fev 2024 - 17h01
(atualizado às 17h43)
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) substituiu os principais comandantes da Polícia Militar de São Paulo, ato que causou indignação e revolta nos oficiais e inaugurou uma crise na instituição. A mudança mais significativa foi a saída do número 2 da corporação, coronel José Alexander de Albuquerque Freixo, que assim como outros coronéis da cúpula foram rebaixados para cargos de segundo escalão. A Secretaria de Segurança Pública disse que promoções por mérito já haviam sido realizadas anteriormente, inclusive em outros órgãos policiais.

Na foto, viatura da PM de SP
Na foto, viatura da PM de SP
Foto: Divulgação/Governo de SP

Eles foram substituídos por coronéis "modernos" — como são chamados os que têm menos tempo de serviço e promoções mais recentes. As mudanças foram encaradas pelo grupo descontente como uma tentativa de interferência política do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL-SP), na corporação. Os coronéis que ascenderam seriam ligados ao secretário, que foi capitão da PM e integrante da Rota.

A estratégia de Tarcísio seria, para os insatisfeitos, uma forma de forçar os coronéis das turmas de oficiais formadas na Academia da PM em 1993 e em 1994 a passarem para a reserva. O coronel Freixo e o comandante-geral da PM, Cássio Araújo de Freitas, pertencem a essas turmas. Há também divergência de ideias. Os coronéis rebaixados são favoráveis à ampliação das câmeras nos uniformes dos policiais e críticos do modelo de operações policiais ostensivas implantado por Derrite na Baixada Santista.

Tarcísio realizou 34 transferências dos coronéis. Uma fonte no Palácio dos Bandeirantes disse ao Estadão que o próprio governador decidiu realizar as trocas e que elas não estão relacionadas a visões distintas sobre políticas de segurança pública.

Segundo essa fonte, Tarcísio está preocupado em dar fluxo para as carreiras dos oficiais. Atualmente, quando um novo comandante-geral é nomeado para a PM, os coronéis de turmas anteriores à dele continuam na ativa, o que acaba travando promoções nos níveis inferiores. Tarcísio quer modificar essa lógica e replicar as regras vigentes no Exército, onde os generais mais antigos do que o comandante-geral vão para a reserva.

"A atual gestão da Secretaria da Segurança Pública reconhece e valoriza o trabalho dos policiais paulistas e informa que, desde o início do ano, uma série de promoções por mérito e movimentações de rotina foi efetivada junto às polícias Civil, Militar e Técnico-Científica do Estado", disse a pasta por meio de nota.

Estadão
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