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Política

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Em meio à polêmica do Master, parlamentares do PL vão ao Texas visitar Eduardo: 'Ver nosso padrinho'

Família Bolsonaro foi parar no centro da polêmica do Banco Master após a divulgação de que Flávio cobrou dinheiro de Daniel Vorcaro para produzir um filme

20 mai 2026 - 21h33
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Os deputados estaduais do PL de São Paulo, Gil Diniz e Paulo Mansur e o vereador Marcelo Cruz, do município de Praia Grande (SP), viajaram nesta quarta-feira, 20, para o Texas, nos Estados Unidos, para visitar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em vídeo nas redes sociais, os parlamentares disseram que estão indo ver o "padrinho", se referindo ao filho de Jair Bolsonaro (PL).

Essa não é a primeira vez que o ex-deputado recebe visitas de aliados. Em março deste ano, cerca de 15 parlamentares se deslocaram para Dallas, no Texas, para uma sequência de encontros com Eduardo. Diniz e Mansur estavam presentes.

Paramentares do PL visitam Eduardo Bolsonaro nos EUA
Paramentares do PL visitam Eduardo Bolsonaro nos EUA
Foto: Gil Diniz via Instagram / Estadão

A comitiva vai visitar Eduardo em meio à crise de imagem da família do ex-presidente após a divulgação de negociações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso e investigado por fraudes bilionárias. O banqueiro repassou ao menos R$ 60,6 milhões para financiar o filme Dark Horse, que conta a história de Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato nas eleições presidenciais deste ano e irmão de Eduardo, trocou mensagens com Vorcaro pedindo o dinheiro para bancar a produção do filme. Mensagens por escrito e áudio dos contatos de Flávio com o dono do Banco Master foram revelados pelo site Intercept Brasil. O Estadão confirmou que o conteúdo é autêntico. Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para bancar o longa, embora o senador diga que apenas uma parte foi paga.

A Polícia Federal deve abrir uma investigação para apurar os acertos de pagamentos do Banco Master. Como mostrou o Estadão, uma das linhas de apuração é se o dinheiro de Vorcaro foi desviado para um fundo sediado no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro e usado para custear a permanência dele nos Estados Unidos. Isso porque, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado contas bens do ex-deputado.

Eduardo negou ter recebido dinheiro do fundo Hevangate, que foi usado para administrar os pagamentos de Daniel Vorcaro. No entanto, ele confirmou que contratou o advogado Paulo Calixto, agente legal do fundo, para cuidar de assuntos migratórios e "ajudar nessa questão de fundos etc".

O filho de Bolsonaro também admitiu que investiu US$ 50 mil na fase inicial do filme. Ele afirmou que o contrato em que ele aparece como produtor-executivo é antigo e era provisório. O ex-deputado negou que seja produtor, diretor ou tenha controle sobre as finanças da produção. Eduardo também defendeu o irmão Flávio, falando que o contato entre o senador e Vorcaro ficou restrito ao filme.

O ex-deputado afirmou que se mantém nos Estados Unidos vivendo de "renda passiva". Ele citou que recebeu R$ 2 milhões de uma campanha via Pix feita pelo pai, Jair Bolsonaro, mas não contou qual a origem do dinheiro com o qual se sustenta além desse. Ele alegou que não deve satisfação sobre recursos privados. Também não falou qual foi a origem dos US$ 50 mil usados no investimento inicial do filme.

Flávio admitiu ter recebido os pagamentos de Vorcaro para a produção do filme, mas negou irregularidades nas transações. Segundo o pré-candidato, os contatos com o banqueiro começaram em 2024, quando ainda não se sabia sobre as fraudes financeiras do Banco Master.

No entanto, o filho de Bolsonaro manteve conversas com Vorcaro mesmo após as investigações contra a instituição já serem de conhecimento público. Flávio também admitiu ter visitado o banqueiro pessoalmente na residência do banqueiro.

Estadão
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