Em meio a julgamento de Bolsonaro, STF planeja reforço na segurança do 7 de setembro
Supremo diz que promove um reforço na ações por conta do 'caráter simbólico e da experiência de 2021 e 2022' na data comemorativa
STF reforçará a segurança do 7 de setembro, em meio ao julgamento de Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe, considerando o caráter simbólico da data e eventos anteriores.
Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros réus da trama golpista, que começa em 2 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai reforçar o esquema de segurança para o próximo feriado de 7 de setembro, que celebra a Independência do Brasil. A data, nos últimos anos, era utilizada para manifestações bolsonaristas.
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Ao Terra, o STF indicou que tem um plano estruturado para todas as grandes manifestações, e informou que promoveu um reforço nas ações da data comemorativa "por conta do caráter simbólico e da experiência de 2021 e 2022".
Em 7 de setembro de 2021, manifestantes foram às ruas em várias cidades do País a favor do então presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, apoiadores participaram de um ato na Esplanada dos Ministérios e alguns tentaram retirar as grades de proteção do local.
"Além das medidas internas, como o chamamento de mais agentes e equipes, o STF também intensificou a articulação com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, definindo em conjunto as ações a serem adotadas", diz o comunicado.
Ainda conforme o Supremo, "a partir desse planejamento e mantendo as análises de risco atualizadas, o Tribunal adapta constantemente os meios e os modos de atuação".
O julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus do "núcleo crucial", acusados de participação na tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022, está marcado para começar em 2 de setembro. Confira as datas dos julgamentos:
- Sessões Extraordinárias: 02, 03, 09, 10 e 12 de setembro - das 9h às 12h;
- Sessão Extraordinária: 12 setembro - das 14h às 19h;
- Sessões Ordinárias: 02 e 09 de setembro - das 14h às 19h.
Réus do núcleo crucial:
- Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente;
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro; e
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro.
