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Política

Em clima de eleição, Lula critica polarização: 'O presidente não pode ser mesquinho'

A declaração foi feita durante um evento em Mauá, na Grande São Paulo, onde o governo federal anunciou investimentos em saúde e educação

9 fev 2026 - 19h31
(atualizado às 21h22)
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Lula critica polarização: ‘não pode ser mesquinho’
Lula critica polarização: ‘não pode ser mesquinho’
Foto: Maria Luiza Valeriano / Terra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que um chefe do Executivo não pode agir de forma “mesquinha” ou “pequena” e deixar de atender cidades governadas por partidos de oposição. A declaração foi feita durante um evento em Mauá, na Grande São Paulo, onde o governo federal anunciou investimentos em saúde e educação e entregou ambulâncias a municípios paulistas.

A cerimônia ocorreu no Paço Municipal de Mauá e contou com a entrega de 10 kits de equipamentos para a Atenção Primária e de quatro ambulâncias do Samu 192. Em tom de brincadeira, Lula comentou a presença de prefeitos do PL no evento, mas destacou que políticas públicas devem atender a população.

Antes da brincadeira, o presidente afirmou que o cargo de presidente da República exige responsabilidade com todo o país. Segundo ele, não é aceitável negar investimentos a municípios apenas por divergências políticas. “O presidente da República não tem o direito de ser mesquinho. A gente não tem o direito de ser pequeno”, disse.

Dê olho na corrida eleitoral no segundo semestre, Lula lembrou que, após vencer as eleições, chamou os 27 governadores para indicar obras prioritárias de infraestrutura para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois, os prefeitos também participaram do chamado PAC Seleções, no qual projetos apresentados pelos municípios foram escolhidos e executados.

Ao comentar a entrega das ambulâncias, o presidente reforçou que os equipamentos não beneficiam gestores, mas a população local. “Eu estou dando a ambulância porque o povo da cidade de vocês merece ter ambulância e eu não posso ser pequeno com vocês”, disse.

Lula aproveitou o evento e pediu apoio dos prefeitos ao movimento nacional de combate ao feminicídio, lançado recentemente pelos Três Poderes. Com todas as cadeiras cheias, o público, engajado, aplaudiu o discurso.

PEC do fim da escala 6x1

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, marcou presença e afirmou que o tema está sendo tratado como prioridade pelo governo.

Segundo Boulos, ele se reuniu na semana passada com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), junto com o presidente Lula, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. No encontro, foi discutido o caminho mais rápido para aprovar a proposta.

“O que nós queremos é que seja um caminho mais rápido, porque os trabalhadores têm urgência em ter dois dias de descanso, melhores condições de trabalho e dignidade”, disse.

O ministro afirmou ainda que o governo avalia enviar um projeto de lei com urgência constitucional, o que permitiria que a votação ocorresse nos próximos meses. Segundo ele, a prioridade do presidente Lula é votar o fim da escala 6x1 ainda neste semestre.

De acordo com Boulos, o governo não abre mão de uma jornada máxima de cinco dias de trabalho por semana, com 40 horas semanais e sem redução de salário.

Fonte: Portal Terra
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