Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Dono da Refit, Ricardo Magro é incluído em lista da Interpol em operação da PF

Empresário é alvo da mesma operação que o ex-governador do RJ Claudio Castro (PL)

15 mai 2026 - 08h38
(atualizado às 09h13)
Compartilhar
Exibir comentários
Dono da Refit, Ricardo Magro também já atuou como advogado
Dono da Refit, Ricardo Magro também já atuou como advogado
Foto: Reprodução/Magro Advogados

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a inclusão do nome do empresário Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha da Interpol --alerta internacional para prender provisoriamente foragidos que não estão em seu país de origem. Magro é alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 15, e que também tem como alvo o ex-governador Claudio Castro (PL), do Rio de Janeiro

O empresário é dono da Refit (nome fantasia da Refinaria de Manguinhos). A empresa é considerada a maior devedora de ICMS do Estado de São Paulo, a segunda maior do Rio de Janeiro e uma das maiores da União, sendo acusada de sonegar R$ 26 bilhões. 

Na megaoperação desta sexta, policiais utilizaram uma marreta para arrombar a porta da empresa. Além disso, endereços ligados à família de Magro foram alvos de busca e apreensão. Já o empresário mora nos Estados Unidos. 

A Refinaria de Manguinhos entrou no radar das autoridades após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto deste ano. As autoridades investigam se o combustível da Refit abasteceria redes de postos de gasolina controladas pelo PCC. Em outubro, a Receita Federal apreendeu dois navios com carga que ia para Manguinhos.

O conglomerado é suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Quem é Ricardo Magro

Ricardo Magro ganhou destaque no noticiário de negócios em 2008, quando comprou a Refinaria de Manguinhos. Em recuperação judicial, ela foi rebatizada de Refit, e já enfrentava processos de cobranças de impostos e investigação do Ministério Público. O empresário também atuou como advogado do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), de quem é amigo.

Não é de hoje que o nome de Magro está relacionado a denúncias de evasão fiscal na gestão da refinaria. Ele também já esteve envolvido em supostas compras de decisões judiciais na Justiça paulista e apareceu na lista dos brasileiros que mantém offshores em paraísos fiscais. Em 2016, chegou a ser preso por suspeita de lesar o fundo de pensão Postalis. Também foi alvo de investigações da Polícia Federal.

Até o momento, a defesa do empresário ainda não se manifestou sobre a operação. (*com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra