Dono da Refit, Ricardo Magro é incluído em lista da Interpol em operação da PF
Empresário é alvo da mesma operação que o ex-governador do RJ Claudio Castro (PL)
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a inclusão do nome do empresário Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha da Interpol --alerta internacional para prender provisoriamente foragidos que não estão em seu país de origem. Magro é alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 15, e que também tem como alvo o ex-governador Claudio Castro (PL), do Rio de Janeiro.
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O empresário é dono da Refit (nome fantasia da Refinaria de Manguinhos). A empresa é considerada a maior devedora de ICMS do Estado de São Paulo, a segunda maior do Rio de Janeiro e uma das maiores da União, sendo acusada de sonegar R$ 26 bilhões.
Na megaoperação desta sexta, policiais utilizaram uma marreta para arrombar a porta da empresa. Além disso, endereços ligados à família de Magro foram alvos de busca e apreensão. Já o empresário mora nos Estados Unidos.
A Refinaria de Manguinhos entrou no radar das autoridades após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto deste ano. As autoridades investigam se o combustível da Refit abasteceria redes de postos de gasolina controladas pelo PCC. Em outubro, a Receita Federal apreendeu dois navios com carga que ia para Manguinhos.
O conglomerado é suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Quem é Ricardo Magro
Ricardo Magro ganhou destaque no noticiário de negócios em 2008, quando comprou a Refinaria de Manguinhos. Em recuperação judicial, ela foi rebatizada de Refit, e já enfrentava processos de cobranças de impostos e investigação do Ministério Público. O empresário também atuou como advogado do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), de quem é amigo.
Não é de hoje que o nome de Magro está relacionado a denúncias de evasão fiscal na gestão da refinaria. Ele também já esteve envolvido em supostas compras de decisões judiciais na Justiça paulista e apareceu na lista dos brasileiros que mantém offshores em paraísos fiscais. Em 2016, chegou a ser preso por suspeita de lesar o fundo de pensão Postalis. Também foi alvo de investigações da Polícia Federal.
Até o momento, a defesa do empresário ainda não se manifestou sobre a operação. (*com informações do Estadão Conteúdo)
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