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Política

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Dino vota a favor de questão de ordem para redistribuir processo sobre Mendonça

15 set 2026 - 17h12
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Resumo
O ministro Flávio Dino votou a favor da questão de ordem que suspende o julgamento sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suposta ligação com o ex-dono do Banco Master. Embora defenda a apuração de irregularidades no Judiciário, Dino exigiu isonomia no processo e alertou que a investida contra Moraes parece um "acerto de contas" orquestrado por desafetos externos, como Elon Musk, Donald Trump, condenados do 8 de janeiro e mandantes do caso Marielle Franco.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino votou favorável à questão de ordem pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, para suspender o julgamento que decidirá sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por suposta ligação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Em sua argumentação, Dino afirmou defender que "todas as situações duvidosas, erradas ou tipificadas em lei como crime devem ser apuradas". Ele disse ainda se sentir incomodado que "hoje haja tantas acusações de uso de precatórios fraudulentos, expedição de precatórios fraudulentos, compra e venda de decisões" no Judiciário.

Apesar disso, o ministro destacou que a apuração de irregularidades deve observar o princípio da isonomia: "Se a gente não adotar uma resposta isonômica, vai me parecer que ele (Moraes) não está aqui pelos seus eventuais erros, que devem ser apurados. Que ele está aqui... não por esse tribunal, claro, pelas pessoas que estão fora daqui, havendo uma espécie de acerto de contas".

Dino afirmou ainda que a reação contrária a Moraes seria uma resposta a desafetos do ministro e mencionou o empresário Elon Musk, dono da rede social X e da SpaceX; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco; ou os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Estadão
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