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Política

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Dino relata ameaça de funcionária de companhia aérea e pede campanhas de educação cívica de empresas

O ministro do STF defendeu que companhias orientem prestadores de serviço a respeitar 'todas as pessoas, independentemente de preferências'

19 mai 2026 - 11h35
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino relatou ter sido hostilizado por uma funcionária que falou em "matá-lo" durante um embarque aéreo. Ele fez um apelo nas redes sociais para que empresas promovam ações de educação cívica para que "todos possam conviver em paz".

Dino fez referência ao avanço da radicalização política com a proximidade das eleições de 2026: "Pode ter sido um 'caso isolado'. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir", escreveu em publicação no Instagram, afirmando que a situação é de interesse coletivo.

O ministro Flávio Dino afirmou que funcionária de companhia aérea relatou ter vontade de 'matá-lo'
O ministro Flávio Dino afirmou que funcionária de companhia aérea relatou ter vontade de 'matá-lo'
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Estadão

Dino descreveu que uma funcionária de uma companhia aérea, ao identificar seu nome no cartão de embarque, comentou com um agente da polícia judicial que teria vontade de xingá-lo. Em seguida, segundo o ministro, ela corrigiu a frase e afirmou que seria "melhor matar do que xingar". "Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF", disse o integrante do STF.

Segundo o ministro, a preocupação se torna maior com a intensificação de conflitos políticos próximo às eleições. "Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto", afirmou.

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Ele defendeu a promoção de campanhas internas de educação cívica em empresas que lidam com o público. "Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?", escreveu.

Em setembro do ano passado, Flávio Dino relatou uma situação em que foi hostilizado por uma passageira em um avião às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por golpe de Estado.

De acordo com a assessoria do magistrado, ele estava trabalhando enquanto aguardava a decolagem da aeronave quando a mulher afirmou, aos gritos, que o avião "estava contaminado" e que não respeita "essa espécie de gente", e tentou chegar ao assento do ministro. Ela foi indiciada por injúria qualificada e incitação ao crime pela Polícia Federal.

Estadão
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