Dino diz que brasileiros têm direito de 'invadir' Portugal e país deveria devolver ouro ao Brasil
Ao comentar episódio de xenofobia sofrido por brasileira em Portugal, ministro da Justiça disse que brasileiros têm direito de invadir o país por 'reciprocidade'; veja vídeo
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta terça-feira, 7, que os brasileiros deveriam ter direito de "invadir" Portugal. Dino fez o comentário referindo-se a um vídeo que circula nas redes sociais onde uma mulher portuguesa diz que os brasileiros estão "invadindo" o país europeu.
O ministro da Justiça, Flavio Dino, afirmou nesta terça-feira, 7, que brasileiros devem ter direito de "invadir" Portugal e que o país deve devolver o ouro comercializado na época da colonização. A fala de Dino aconteceu após a repercussão de um vídeo de uma brasileira sendo alvo… pic.twitter.com/eiI0LelFFr
— Política Estadão (@EstadaoPolitica) November 7, 2023
Em tom de ironia, Dino afirmou que os brasileiros teriam direito à "reciprocidade", já que os portugueses invadiram o Brasil a partir de 1500. O ministro afirmou ainda que até concordaria com a repatriação de brasileiros por Portugal se o país europeu devolvesse o ouro que levou de Minas Gerais.
Dino, criticado por atuação na segurança, foca nas redes e é o ministro que mais ganhou seguidores
Ministro defendeu discussões sobre voto secreto no STF e fim de adesão ao Tribunal Penal Internacional
Em setembro, Dino sugeriu que o Brasil poderá deixar de aderir à jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI), ao citar que a não adesão de países como os Estados Unidos criou um "desbalanceamento".
"É uma decisão, na verdade, de natureza política. Seria preciso que essa situação se configurasse para que houvesse uma análise quanto ao cumprimento ou não desse tratado internacional à vista dessa circunstância concreta, em que grandes países do planeta não aderiram à jurisdição do TPI", afirmou. "É um alerta que o presidente fez, e é claro que a diplomacia brasileira vai saber avaliar isso."
A declaração de Dino ocorreu dias após Lula defender a participação do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na próxima reunião da Cúpula do G-20, que será realizado em novembro de 2024 no Rio de Janeiro. O presidente afirmou que Putin será convidado para o encontro, entrará no Brasil "tranquilamente" e uma eventual prisão dele seria um "desrespeito".
No mesmo mês, o ministro também seguiu Lula ao defender a implementação do voto secreto de ministros do STF. Após o indicado do presidente à Corte, ministro Cristiano Zanin, ser alvo de críticas por posicionamentos que desagradaram alas progressistas, o petista afirmou que "ninguém precisa saber" como votam os magistrados.
Dino afirmou que o voto secreto é um "debate válido" e que poderá ser discutido em breve. "Evidente que em algum momento em sede constitucional ou até mesmo do futuro estatuto da magistratura é um debate válido, assim como o debate acerca de mandatos. Em algum momento, esse debate vai se colocar. É claro que não é algo para amanhã, mas é uma observação importante", disse.