Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Deputados aprovam polêmico projeto de "terceirização" de emprego

8 abr 2015 - 22h47
(atualizado às 22h47)
Compartilhar
Exibir comentários

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o texto-base de um polêmico projeto de lei que amplia a possibilidade de terceirizar empregados sem vínculo trabalhista direto, uma medida defendida pelas patronais e criticada pelos principais sindicatos do país.

A Câmara dos Deputados aprovou hoje o texto principal do projeto de lei por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, embora o documento ainda possa ser modificado através de emendas, que serão discutidas semana que vem.

O regime de "terceirização" do emprego é permitido atualmente para as atividades-meio, que não têm vínculo direto com a razão das empresas, como limpeza, alimentação, segurança e transporte, mas, se for aprovada pelo Congresso, poderá se estender a todas as atividades, incluídas as referentes ao propósito final da companhia.

No entanto, o projeto de lei prevê que os empregados terceirizados tenham os mesmos direitos dos funcionários da empresa contratante como, por exemplo, o vale- alimentação, serviço de transporte e atendimento médico.

O projeto foi criticado pelos deputados do PT, que alegaram que a medida representa uma precarização das condições do trabalhador e acaba com a possibilidade de ascensão dos funcionários.

O relator da proposta, deputado Arthur Maia, do SD, ressaltou que a legislação da "terceirização" dará "segurança jurídica" aos contratos e sustentou que o projeto de lei representa "uma linha média capaz de atender trabalhadores, empresários e a economia brasileira".

Antes da aprovação do texto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior força sindical do país, anunciou uma "paralisação nacional" na quarta-feira, 15 de abril, contra o projeto de lei, por considerar que representa um "ataque" aos direitos trabalhistas.

"Vamos cruzar os braços e faremos o esforço de ir de estado em estado para denunciar os deputados que votarem a favor do projeto para que o povo brasileiro não reeleja os traidores da classe trabalhadora", afirmou o presidente nacional da CUT, Vágner Freitas.

Vários sindicatos, liderados pela CUT, se mobilizaram na terça-feira em várias cidades contra o projeto e um grupo que protestava em frente ao Congresso, em Brasília, foi dispersado pela polícia, que utilizou gás lacrimogêneo.

EFE   
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra