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Política

Debate: Serra mira currículo de Haddad; petista liga tucano a Kassab

19 out 2012 - 00h26
(atualizado às 01h02)
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O primeiro debate do

Serra ainda acusou o PT de fazer "baixaria" e Haddad disse que Serra tenta de desligar da gestão Kassab
Serra ainda acusou o PT de fazer "baixaria" e Haddad disse que Serra tenta de desligar da gestão Kassab
Foto: Adriano Lima / Terra
segundo turno

entre os

candidatos

à prefeitura de

São Paulo

, organizado pela TV Bandeirantes, foi marcado por uma comparação de currículos e críticas à atual administração da cidade. Enquanto

José Serra

(

PSDB

) procurou exaltar seus feitos como governador, ministro e prefeito da capital, atacando a gestão de

Fernando Haddad

(

PT

) no Ministério da Educação, o petista buscou colar no tucano a má avaliação da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), aliado de Serra.

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Em meio a uma corrida eleitoral com ataques que cada vez mais se intensificam, Haddad propôs a Serra um pacto para manter um debate de alto nível nos últimos dias de campanha. O tucano retrucou afirmando que quem faz 'jogo baixo' é o PT e lembrou o julgamento do mensalão, que condenou líderes petistas como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Haddad criticou Serra por insistir em falar em pessoas que não fazem parte da campanha, e insinuou que o tucano tem uma "obsessão" com Dirceu.

No primeiro bloco, Serra começou colocando Haddad contra a parede, ironizando a propaganda petista que acusa o tucano de ser o candidato dos ricos. Serra enumerou projetos aprovados ao longo de sua carreira política, como fundo de amparo ao trabalhador e financiamento do seguro desemprego, medicamentos genéricos, mutirões de saúde, hospitais Tiradentes e M'Boi mirim, escolas técnicas e urbanização das favelas, e questionou se eram iniciativas para "pobres ou para ricos". Acuado, Haddad atacou a gestão Serra-Kassab por não entregar os três hospitais em bairros pobres, prometidos durante a campanha do atual prefeito, que se reelegeu em 2008. Serra disse que não prometeu três hospitais, pois na época era governador e quem anunciou os hospitais foi o prefeito. Haddad criticou a intenção do tucano de se desligar de Kassab e lembrou que Serra apoiou Kassab nas eleições de 2008.

Ao longo de todo o debate, Serra atacou a gestão de Haddad como ministro da Educação, citando os problemas que ocorreram na gestão do Exame Nacional do Ensino Médio e afirmando que o governo do PT deixou "75 mil crianças em escolas de lata". Ainda citou "o vexame de Osasco", em referência à construção de uma Universidades Federal prometida, cujo terreno teria se transformado numa cracolândia, e da Universidade Federal de Guarulhos, que não tem instalações próprias.

Habitação também foi tema do debate. "Eu nunca disse que não queria o Minha Casa, Minha Vida", reforçou Serra após Haddad apresentar números de investimento do PT em moradia popular. A discussão esquentou e Serra atacou: "o PT é ruim de serviço", após relatar que o programa Minha Casa, Minha Vida prometeu a construção de um número de casas e não cumpriu.

Haddad falou sobre as parcerias na saúde, se denominou como "o pai da lei de parcerias-público privada" e perguntou por que o adversário tem dito que ele iria acabar com essa modalidade. Em sua resposta, Serra citou José Dirceu, dizendo que o ex-ministro da Casa Civil entrou com uma representação no Supremo Tribunal Federal para "acabar com as parcerias".

Controlar x taxa do lixo

No último bloco antes das considerações, o petista levantou o tema "taxas" e recebeu uma réplica com ironia. Haddad citou a taxa da inspeção veicular, conhecida como "Controlar", e perguntou a opinião do Serra sobre o assunto. O tucano riu e disse que Haddad era "muito corajoso" por levantar o tema, pois tem a "martaxa". Serra rebateu falando da taxa do lixo criada pelo PT e disse que a gestão do PSDB criou a Nota Fiscal Paulistana, que devolve parte do imposto pago pelo cidadão.

O petista disse que acabará com a taxa veicular, pois já há o pagamento do IPVA, sem que aconteça prejuízo na qualidade do ar e acusou Serra de estar sempre olhando para trás. Haddad ainda disse que Serra vive criticando sua atuação na Secretaria das Finanças, quando seu chefe era João Sayad, a quem Serra convidou para seu secretário de Cultura. Serra respondeu que é impossível eliminar a taxa e que isso culminaria em todas as pessoas pagando, até as que não têm carro.

Fonte: Terra
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