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CPI pede que PGR suspenda contratos do governo com FIB Bank

Integrante da comissão, Simone Tebet informou que a fiadora emitiu garantias a órgãos federais no valor de R$ 600 milhões

14 set 2021 14h36
| atualizado às 14h52
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Senadores prticipam de reunião da CPI da Covid
REUTERS/Adriano Machado
Senadores prticipam de reunião da CPI da Covid REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A CPI da Covid aprovou nesta terça-feira, 14, um requerimento para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) determine ao governo federal a suspensão de todos os contratos que usem o FIB Bank como instituição garantidora, e também que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditoria nesses contratos.

Durante a reunião da CPI, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que o FIB Bank emitiu garantias a órgãos federais no valor de R$ 600 milhões.

A comissão toma o depoimento nesta terça do advogado Marcos Tolentino, suspeito de ser sócio oculto do FIB Bank, empresa que emitiu de forma suspeita uma carta-fiança que foi dada como garantia pela Precisa Medicamentos nas negociações da vacina indiana contra coronavírus Covaxin.

Marcos Tolentino chega ao Senado, onde será ouvido pela CPI
Marcos Tolentino chega ao Senado, onde será ouvido pela CPI
Foto: Pedro França / Agência Senado

"O governo federal, mesmo avisado pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal, aceita uma carta bancária que não era bancária, uma carta fidejussória, de um banco que não é banco, cujos sócios estão sendo questionados aqui, num valor que ela não tem condições depois de honrar", disse Simone Tebet.

Tolentino nega ser sócio oculto da empresa. Após suspeitas de irregularidades, o governo cancelou o contrato de compra da Covaxin que previa a compra de 20 milhões de doses ao custo de 1,6 bilhão de reais.

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