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Política

OAB Nacional cria comissão para mobilizar reforma do Judiciário

Para a entidade, a discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima se envolver a advocacia e defender as prerrogativas da classe

23 abr 2026 - 19h08
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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou nesta quinta-feira, 23, a criação de uma comissão de mobilização para a reforma do Poder Judiciário. O objetivo é articular e implementar propostas já aprovadas pela entidade sobre o tema, como a fixação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a definição de regras para a atuação de parentes de magistrados na advocacia.

O Conselho defende ainda a avaliação de formas alternativas de nomeação de ministros, o estabelecimento de limites às decisões monocráticas e a definição de regras para prevenir conflitos de interesse.

Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil fala sobre inclusão da advocacia na reforma do Judiciário
Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil fala sobre inclusão da advocacia na reforma do Judiciário
Foto: OAB/Divulgação / Estadão

Criado por meio de portaria, o colegiado será responsável por coordenar a atuação da entidade e mobilizar a advocacia em torno das medidas de reforma já aprovadas pelo Conselho Pleno da OAB no início do ano.

A portaria prevê a participação das seccionais e dos conselheiros federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões e subsídios ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As contribuições já apresentadas por seccionais, como São Paulo e Rio Grande do Sul, serão incorporadas aos estudos e analisadas em conjunto com as demais propostas.

A comissão será presidida pela secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

Segundo o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, "qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima se envolver a advocacia, que é a profissão que leva ao Estado o pleito das cidadãs e dos cidadãos".

A criação da comissão ocorre em meio ao debate sobre a adoção de um código de conduta para o STF. Em fevereiro, a OAB Nacional encaminhou ofício à Corte com diretrizes para a elaboração de um Código de Ética, defendendo a participação da advocacia no processo.

Simonetti diz que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já firmou o compromisso de incluir a advocacia na formulação do texto quando a discussão for oficialmente aberta pelo Supremo. Para ele, o debate só será legítimo se resultar em um texto que fortaleça as prerrogativas da classe.

Estadão
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