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CPI nega depoimento virtual de Wizard, que depõe na quinta

Empresário está nos EUA e é apontado como um dos integrantes do suposto "gabinete paralelo" de aconselhamento de Bolsonaro na pandemia

15 jun 2021 10h29
| atualizado às 10h39
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A presidência da CPI da Covid negou o pedido do empresário Carlos Wizard de depor virtualmente à comissão. Ao abrir a sessão nesta terça-feira (15), o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ressaltou que o colegiado espera que o empresário compareça presencialmente nesta quinta-feira (17) para falar à comissão. "Se ele não comparecer na quinta, iremos tomar as providências", avisou Aziz. A CPI pode pedir a condução coercitiva de Wizard, caso este não compareça no colegiado.

Os empresários Luciano Hang e Carlos Wizard. 
Os empresários Luciano Hang e Carlos Wizard.
Foto: Divulgação / Estadão Conteúdo

Em ofício enviado à CPI nesta segunda-feira (14), a defesa do empresário alegou que Wizard está desde 30 de março de 2021 nos Estados Unidos "acompanhando tratamento médico de familiar". Ele é apontado por integrantes da comissão como integrante de um suposto "gabinete paralelo" de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro em assuntos da pandemia.

Aziz ainda comunicou aos colegas que o deputado federal e ex-ministro Osmar Terra, outro suposto integrante deste gabinete, poderá comparecer à CPI na condição de convidado, e não mais convocado, o que o obrigaria a depor na comissão. A convocação foi aprovada na semana passada. A mudança foi ocasionada por uma ligação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que pediu a Aziz que o deputado fosse ouvido como convidado. "Lira conversou comigo e concordei com ele, que nós trocaríamos a convocação de Osmar Terra para convite. Ele está correto e eu aceito. Queremos comunicar que não iremos convocá-lo, mas convida-lo", disse o presidente da CPI.

Estadão
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