Contrariando Eduardo, Flávio Bolsonaro vota a favor do PL da Misoginia
Senado aprovou o projeto que equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres
O Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira, 24, o projeto de lei que equipara a misoginia ao racismo e estabelece penas mais rígidas para crimes de ódio contra mulheres. Entre os 67 votos favoráveis está o de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República.
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O voto representa um posicionamento divergente de seus correligionários. Diversas lideranças da direita se manifestaram contra a iniciativa, incluindo o irmão de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que utilizou as redes sociais para criticar a proposta. Segundo ele, o projeto integra uma “agenda ideológica” que considera “antinatural e agressivamente antimasculina”.
“A atual tentativa de aprovar a chamada ‘Lei da Misoginia’, por agentes públicos eleitos sob a batuta do bolsonarismo, deve ser completamente repudiada”, declarou Eduardo no X (antigo Twitter).
Outra figura de destaque na direita, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), também criticou a proposta. Segundo a parlamentar, a iniciativa foi concebida para corroer o “vínculo” entre homens e mulheres e “dissolver a família”.
“Acho que a gente tem que chegar em um ponto muito sério do debate dentro da direita: nossos representantes vão continuar cedendo a todo projeto progressista por medo? Eu não vou compactuar e não vou ceder um milímetro para conforto de alguns”, afirmou Zanatta.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como “inacreditável” e uma “aberração”. “Amanhã começa o trabalho para derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, publicou o parlamentar.
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