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Kataguiri a Lula: "vai passar a aposentadoria na cadeia"

Aliados do ex-presidente citam perseguição e parcialidade da Justiça, enquanto núcleo anti-PT comemorou e parabenizou juiza

6 fev 2019
18h15
atualizado às 18h31
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A notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi novamente condenado no âmbito da Lava Jato, com sentença de 12 anos e 11 meses, desta vez referente ao sítio em Atibaia, gerou repercussão dos grupos políticos nas redes sociais pró e anti PT.

16/01/2018
REUTERS/Ricardo Moraes
16/01/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Aproximadamente 20 minutos após a divulgação da notícia pelo Estado, os termos "Atibaia", "Lula a 12" e "Mais 12" entraram na lista de trending topics do Brasil no Twitter. Em seguida, o nome da juíza Gabriela Hardt, responsável pela sentença, e a hashtag #LulaLivre2043 também entraram na lista de mais citados. O ano usado na hashtag refere-se à soma das sentenças do sítio em Atibaia e do caso do triplex no Guarujá, no qual Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão.

No núcleo anti PT, a sentença foi motivo de comemoração. O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) publicou uma foto com a legenda "Vai passar a aposentadoria na cadeia".

A também deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) manifestou-se parabenizando a juíza Gabriela Hardt e em um segundo momento, criticando o posicionamento da presidente do PT no Twitter, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR). "Vocês sempre têm uma desculpa esfarrapada para defender esse presidiário!", escreveu Zambelli.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) publicou um vídeo em seu perfil, onde afirmou que "é um Brasil novo, diferente, onde o poder político não se dobra. Vou pedir uma parte lá no plenário para poder comemorar com os parlamentares que pensam nesse país". Ela também afirmou que espera "que eles recorram logo para o TRF-4, porque aí eles podem aumentar a pena", lembrando o aumento da condenação referente ao triplex, quando o tribunal aumentou em três anos a pena aplicada por Gabriela Hardt na primeira instância.

No plenário da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pediu questão de ordem na tarde desta quarta para comemorar a condenação de Lula, sendo aplaudido e vaiado ao mesmo tempo pela manifestação.

Já entre os políticos aliados ao ex-presidente, a reação foi de críticas à decisão da Justiça, citando perseguição e parcialidade da Justiça. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, citou "perseguição" que não para a Lula. "Uma segunda condenação a jato foi proferida, exatamente quando cresce a possibilidade de Lula ser Nobel da Paz. Na memória do povo e na história, Lula será sempre maior do que seus carrascos. #LulaLivre", escreveu.

O ex-senador pelo PT, Lindbergh Farias, denominou de "justiça partidarizada". "Alguém tinha alguma dúvida que o desfecho era esse? Querem que o Lula morra na cadeia. Ele é muito perigoso porque representa e fala no coração do povo pobre desse país. O mundo inteiro sabe que Lula é um preso político", tuítou.

Para o deputado federal Rui Falcão (PT-SP), "continua a perseguição" a Lula, que ainda escreveu que o sítio de Atibaia não pertence a Lula.

Já o senador Humberto Costa (PT-PE), mencionou "alvos preferenciais" da Justiça e "condenações seletivas" da Lava Jato, apelidada por ele de "Operação Farsa a Jato". O senador ainda escreveu sobre a votação no Supremo Tribunal Federal a respeito do princípio da presunção de inocência, alegando que Lula "é vítima de prisão política".

Estadão

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