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Política

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Com Tarcísio, Flávio diz que quer entrar para a história mesmo que como 'um presidente de transição'

Em agenda em SP, governador e senador citaram crise das Casas Bahia para criticar governo Lula

20 ago 2026 - 15h34
(atualizado às 15h37)
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Resumo
Em agenda em São Paulo ao lado de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, Flávio Bolsonaro declarou que deseja entrar para a história, "nem que seja como presidente de transição". O evento marcou o apoio enfático do prefeito paulistano à sua campanha para angariar votos na capital. No encontro com empresários, Flávio e Tarcísio exaltaram o legado de Jair Bolsonaro e criticaram a gestão Lula, utilizando a crise da rede Casas Bahia como exemplo da fragilidade econômica do país.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 20, em agenda na capital paulista ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deseja entrar para a história do País, "nem que seja como presidente de transição". Flávio tem dito que não disputará a reeleição e Tarcísio é apontado como um provável nome à direita em 2030.

A declaração ocorreu em uma agenda com comerciantes e empresários da Zona Leste da capital no restaurante Hocca Bar, no Mooca Plaza Shopping, em um contexto de elogios do senador a Tarcísio, que foi cotado para disputar o Planalto.

"Eu preciso de cada um de vocês aqui, porque, de verdade, ninguém faz nada sozinho. O presidente Bolsonaro foi o maior exemplo de alguém que conseguiu montar um time de galácticos, como a gente chama no futebol. Um deles está aqui, que é o Tarcísio. Talvez a pessoa que tenha passado pelo Ministério da Infraestrutura mais preparada e que mais entregou resultado na história desse país. O Tarcísio entrou para a história como ministro da Infraestrutura do Bolsonaro e o Tarcísio já entrou para a história como governador de São Paulo. E eu pretendo entrar para a história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição", disse Flávio.

Tarcísio ao lado de Flávio Bolsonaro em agenda em São Paulo
Tarcísio ao lado de Flávio Bolsonaro em agenda em São Paulo
Foto: Bianca Gomes/Estadão / Estadão

Flávio fez nesta quinta-feira suas primeiras agendas de campanha na capital paulista. Os compromissos, todos na Zona Leste da cidade, foram organizados com o apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cujas declarações de apoio ao senador foram as mais enfáticas.

O prefeito disse a Flávio que há um "exército" disposto a lutar pelo País e fez um chamado público aos candidatos da chapa para que incluam o número de urna do candidato do PL em seus santinhos - o MDB, partido de Nunes, não declarou apoio a nenhum candidato à Presidência no âmbito nacional. Assim como ocorreu nesta quinta-feira, Nunes pretende articular outras agendas ao lado do senador na capital, numa tentativa de ajudá-lo a angariar votos na capital, onde Lula costuma levar vantagem, sobretudo nas regiões periféricas da cidade.

Flávio agradeceu diversas vezes pelo apoio do prefeito e chegou a brincar que está "casado" com o prefeito.

"Ricardo, você tem sido um gigante, uma pessoa que vou ser eternamente grato porque não é qualquer um que compreende tudo que está em jogo nesse momento que o Brasil está passando", disse Flávio.

"São Paulo vai fazer a diferença nessa eleição nacional. Tá na nossa mão", disse Nunes, a uma plateia com comerciantes, empresários e políticos.

Crise nas Casas Bahia entra na campanha

Tanto Tarcísio quanto Flávio citaram a crise envolvendo a Casas Bahia, que entrou com um pedido de recuperação judicial, para desgastar o governo Lula.

"Olha o que está acontecendo com o nosso empreendedor, apertado pela insegurança jurídica, apertado pelo crédito, endividado, fechando as portas. Se ponham no lugar daquele trabalhador que passou 20 anos trabalhando na mesma empresa e que agora está perdendo o emprego", discursou o governador.

"É essa situação do nosso Brasil hoje, e a gente precisa resgatar a esperança. A gente viveu um tempo de esperança com Jair Messias Bolsonaro, e a gente tem oportunidade de resgatar essa esperança, agora com o Flávio liderando esse projeto", completou.

Estadão
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