Com Tarcísio, Flávio diz que quer entrar para a história mesmo que como 'um presidente de transição'
Em agenda em SP, governador e senador citaram crise das Casas Bahia para criticar governo Lula
Em agenda em São Paulo ao lado de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, Flávio Bolsonaro declarou que deseja entrar para a história, "nem que seja como presidente de transição". O evento marcou o apoio enfático do prefeito paulistano à sua campanha para angariar votos na capital. No encontro com empresários, Flávio e Tarcísio exaltaram o legado de Jair Bolsonaro e criticaram a gestão Lula, utilizando a crise da rede Casas Bahia como exemplo da fragilidade econômica do país.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 20, em agenda na capital paulista ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deseja entrar para a história do País, "nem que seja como presidente de transição". Flávio tem dito que não disputará a reeleição e Tarcísio é apontado como um provável nome à direita em 2030.
A declaração ocorreu em uma agenda com comerciantes e empresários da Zona Leste da capital no restaurante Hocca Bar, no Mooca Plaza Shopping, em um contexto de elogios do senador a Tarcísio, que foi cotado para disputar o Planalto.
"Eu preciso de cada um de vocês aqui, porque, de verdade, ninguém faz nada sozinho. O presidente Bolsonaro foi o maior exemplo de alguém que conseguiu montar um time de galácticos, como a gente chama no futebol. Um deles está aqui, que é o Tarcísio. Talvez a pessoa que tenha passado pelo Ministério da Infraestrutura mais preparada e que mais entregou resultado na história desse país. O Tarcísio entrou para a história como ministro da Infraestrutura do Bolsonaro e o Tarcísio já entrou para a história como governador de São Paulo. E eu pretendo entrar para a história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição", disse Flávio.
Flávio fez nesta quinta-feira suas primeiras agendas de campanha na capital paulista. Os compromissos, todos na Zona Leste da cidade, foram organizados com o apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cujas declarações de apoio ao senador foram as mais enfáticas.
O prefeito disse a Flávio que há um "exército" disposto a lutar pelo País e fez um chamado público aos candidatos da chapa para que incluam o número de urna do candidato do PL em seus santinhos - o MDB, partido de Nunes, não declarou apoio a nenhum candidato à Presidência no âmbito nacional. Assim como ocorreu nesta quinta-feira, Nunes pretende articular outras agendas ao lado do senador na capital, numa tentativa de ajudá-lo a angariar votos na capital, onde Lula costuma levar vantagem, sobretudo nas regiões periféricas da cidade.
Flávio agradeceu diversas vezes pelo apoio do prefeito e chegou a brincar que está "casado" com o prefeito.
"Ricardo, você tem sido um gigante, uma pessoa que vou ser eternamente grato porque não é qualquer um que compreende tudo que está em jogo nesse momento que o Brasil está passando", disse Flávio.
"São Paulo vai fazer a diferença nessa eleição nacional. Tá na nossa mão", disse Nunes, a uma plateia com comerciantes, empresários e políticos.
Crise nas Casas Bahia entra na campanha
Tanto Tarcísio quanto Flávio citaram a crise envolvendo a Casas Bahia, que entrou com um pedido de recuperação judicial, para desgastar o governo Lula.
"Olha o que está acontecendo com o nosso empreendedor, apertado pela insegurança jurídica, apertado pelo crédito, endividado, fechando as portas. Se ponham no lugar daquele trabalhador que passou 20 anos trabalhando na mesma empresa e que agora está perdendo o emprego", discursou o governador.
"É essa situação do nosso Brasil hoje, e a gente precisa resgatar a esperança. A gente viveu um tempo de esperança com Jair Messias Bolsonaro, e a gente tem oportunidade de resgatar essa esperança, agora com o Flávio liderando esse projeto", completou.
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