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Política

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Circulação de Flávio Bolsonaro atrás de Lula interrompe debate e gera confusão na plateia

Regras do debate permitiam livre circulação pelo estúdio, mas campanha do petista queixou-se de aproximação indevida para atrapalhar falas de Lula; estratégia foi utilizada por Donald Trump nas eleições à Presidência dos EUA em 2016

18 out 2026 - 23h37
(atualizado às 23h45)
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Resumo
A movimentação de Flávio Bolsonaro atrás de Lula durante suas considerações finais interrompeu o debate da Band e gerou confusão na plateia. A equipe petista acusou o adversário de invadir o espaço para desestabilizá-lo, forçando a intervenção da mediadora Adriana Araújo e da organização para conter o bate-boca entre assessores. O episódio relembrou a polêmica estratégia de aproximação usada por Donald Trump contra Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de 2016.

A circulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estúdio da Band interrompeu o debate contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocou uma confusão na plateia, formada por apoiadores e assessores dos candidatos à Presidência.

O petista fazia suas considerações finais quando o senador movimentou-se para trás dele. As regras do encontro permitiam a livre circulação dos candidatos pelo espaço, mas, desde o primeiro bloco, a equipe de Lula acusava Flávio Bolsonaro de se aproximar demais do presidente, invadindo seu espaço com a intenção de atrapalhá-lo nas respostas.

Circulação de Flávio Bolsonaro para trás de Lula interrompe debate e gera furdúncio na plateia
Circulação de Flávio Bolsonaro para trás de Lula interrompe debate e gera furdúncio na plateia
Foto: Werther Santana/Estadao / Estadão

A mediadora Adriana Araújo pediu a Flávio Bolsonaro que deixasse Lula fazer as considerações finais sem se aproximar dele, mas precisou levar a voz para se sobressair às manifestações do público.

Da plateia, a reação mais enérgica do lado do petista vinha do marqueteiro Sidônio Palmeira, que se queixava de Flávio Bolsonaro estar invadindo o espaço reservado a Lula. O assessor de Lula discutiu com funcionários da organização e, nos intervalos, aproximava-se do presidente para instrui-lo sobre onde se posicionar.

Do lado de Flávio Bolsonaro, o deputado federal eleito Lucas Pavanato (SP) elevou a voz pedindo a expulsão de Sidônio. Funcionários da organização precisaram intervir no embate.

A movimentação de Flávio Bolsonaro remete a uma estratégia utilizada por Donald Trump em 2016, quando concorreu à Presidência dos Estados Unidos contra Hillary Clinton. Durante a campanha, a candidata do Partido Democrata também se queixou de aproximações indevidas do concorrente durante os debates na televisão.

No livro What Happened, a ex-secretária de Estado relatou ter sentido "calafrios" durante o segundo debate contra o republicano, quando, segundo ela, Trump passava por suas costas respirando com força sobre seu pescoço. "Donald Trump estava ali, pairando atrás de mim. Dois dias antes, o mundo o ouvira gabar-se de apalpar mulheres", escreveu a ex-primeira-dama dos Estados Unidos.

Estadão
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