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Política

Centrão freia decisão imediata sobre candidatura de Flávio e vê espaço para nome alternativo

Lideranças acreditam que a pré-candidatura do senador se trata somente de uma estratégia momentânea de comunicação para manter o nome Bolsonaro na liderança da oposição

8 dez 2025 - 14h28
(atualizado às 16h06)
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BRASÍLIA - Partidos de centro-direita evitam embarcar de "bate-pronto" em uma candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e veem espaço para a construção de um nome alternativo para 2026. De acordo com lideranças ouvidas pelo Estadão/Broadcast, ainda há desconfiança de que a pré-candidatura de Flávio não vai se sustentar até o fim e que se trata somente de uma estratégia momentânea de comunicação para manter o nome Bolsonaro na liderança da oposição.

Partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o Republicanos, adotou o tom de cautela ao falar de um apoio a Flávio e deve aguardar uma definição maior do cenário para se posicionar. Três dias após Flávio anunciar a intenção de concorrer, Tarcísio ainda não deu declarações públicas sobre a decisão. O governador é defendido por parte do centrão como nome para o ano que vem. O presidente da sigla, Marcos Pereira, foi convidado para uma reunião com Flávio, mas não deve participar.

Flávio Bolsonaro anunciou que vai ser candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro anunciou que vai ser candidato à Presidência
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Em agosto deste ano, Pereira havia demonstrado entusiasmo com a possibilidade de Tarcísio concorrer à Presidência. "Quem sabe, se a conjuntura permitir, teremos um candidato a presidente, não é, Tarcísio?", afirmou em uma festa do partido. A jornalistas, no domingo, 7, Flávio disse que, assim que conversou com o seu pai na última terça-feira sobre ser candidato à Presidência, reportou a decisão a Tarcísio. Segundo o senador, o governador teve uma reação "muito boa".

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tampouco se manifestou publicamente. Kassab é um dos maiores defensores da escolha de Tarcísio, e a sigla conta ainda com a pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Jr., que apareceu como um dos mais competitivos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última pesquisa CNT/MDA, divulgada em 25 de novembro.

Flávio tem mantido conversas constantes com integrantes do Centrão, como o presidente do PP, Ciro Nogueira, e tenta captar o apoio do espectro, inclusive, com uma possível composição de um vice de chapa. Nesta segunda-feira, o senador Ciro Nogueira deixou clara sua posição.

Disse que "política não se faz só com amizades" e que é necessário haver uma conversa entre os partidos do centro e da direita para que a escolha não seja feita só pelo PL.

"O senador Flávio é um dos melhores amigos que tenho na minha vida pública. Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder Bolsonaro, não tenho a menor dúvida de que seria Flávio, pela minha relação com ele. Só que política não se faz só com amizades, se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL, precisa ser uma decisão construída", disse Ciro a jornalistas no Paraná.

Ciro Nogueira reafirmou que nomes como o dos governadores de São Paulo e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), poderiam unificar os campos do centro e da direita, mas admitiu que as possibilidades podem mudar e que pode ser "convencido": "Já tinha externado anteriormente: os dois candidatos que poderiam unificar essa chapa eram os nomes do governador Tarcísio, que era o mais forte, ou do governador Ratinho, mas a política é como nuvem".

Ciro disse que, se não houver uma união entre o centro e a direita, há risco de derrota para o grupo que se opõe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"É muito importante nós unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque, senão, não vamos ganhar a eleição. Estarei hoje reunido com ele [Flávio] na sua casa para ouvi-lo, o que ele pensa, para que a gente tome a decisão", disse.

Além do PP, o senador tenta buscar apoio de partidos como União Brasil, PSD e Republicanos. Considera, no entanto, pouco provável o endosso formal de siglas como o MDB, com o histórico de liberar as bancadas estaduais.

Segundo uma ala do Centrão, a expectativa é de que o bloco espere até o ano que vem para decidir como se portar na eleição presidencial e que "em dezembro, nunca se decide um nome". É levado em consideração que Flávio "tem diálogo com muita gente" e pode se fortalecer, mas que, por outro lado, tem uma eleição tranquila para mais um mandato de oito anos como senador do Rio de Janeiro. Há avaliações de que é improvável que o parlamentar deixe de lado o pragmatismo de uma reeleição segura para "entrar em uma bola dividida" na disputa contra Lula.

Ao mesmo tempo, há avaliações de que o anúncio da pré-candidatura de Flávio mobiliza as atenções para a família Bolsonaro até o início do ano que vem, o que representaria um acerto do ponto de vista da comunicação, avaliam, porque "deixa a chama acesa" e mantém o nome do ex-presidente em evidência.

O senador anunciou na última sexta-feira, 8, que recebeu o aval de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para concorrer à Presidência e ser o nome do bolsonarismo na disputa. No mesmo dia, integrantes da família Bolsonaro, como Eduardo e Michelle, foram às redes sociais defender a escolha. No fim de semana, o "filho 01" de Bolsonaro disse à TV Record que o "preço" para não continuar com a sua pré-candidatura é ter a liberdade de seu pai, com o nome dele nas urnas.

Estadão
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