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Política

Lula critica reforma trabalhista e chama Bolsonaro de 'a coisa que veio depois do Temer'

Lula criticou os dois ex-presidentes afirmando que a gestão 'legalizou o trabalho precário"

15 abr 2026 - 21h59
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou, nesta quarta-feira, 15, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de "a coisa que veio depois do (Michel) Temer". A declaração ocorreu durante encontro com centrais sindicais, no Palácio do Planalto, para a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora. No evento, Lula criticou os dois ex-presidentes pela reforma trabalhista e afirmou que a medida "legalizou o trabalho precário".

A reforma trabalhista, foi aprovada em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB). Posteriormente, durante a gestão de Bolsonaro, diversas leis trabalhistas foram flexibilizadas. O presidente Lula criticou as medidas em seu discurso aos líderes sindicais.

O presidente Lula criticou as medidas da reforma trabalhista em seu discurso aos líderes sindicais
O presidente Lula criticou as medidas da reforma trabalhista em seu discurso aos líderes sindicais
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"Precarizou a previdência. Sem renda, ganhando menos do que um salário mínimo, o trabalhador sequer conseguiu contribuir", afirmou.

Os dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades trabalhistas entregaram suas reivindicações ao presidente Lula, juntamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais).

"Após a crise iniciada em 2016, que culminou em grave processo de ataques às instituições democráticas e tentativas de golpe de Estado, o Brasil entrou em outro momento político. Com a posse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, o país retomou o caminho da democracia, das políticas sociais e do desenvolvimento econômico", diz o documento.

Entre as reivindicações estão temas como redução da jornada sem redução salarial, fim da escala 6x1, combate à chamada 'pejotização', regulamentação do trabalho por aplicativo, fortalecimento das negociações coletivas, combate ao feminicídio e direito de negociação para funcionários públicos.

Durante discurso, Lula também chamou a atenção dos sindicatos como agentes ativos e fundamentais na luta por direitos trabalhistas e igualdade social:

"Nosso papel é ficar 100% do tempo em alerta, para não permitir mais retrocessos", disse. "A Luta de vocês não termina com a entrega desse documento de reivindicações, e sim começa hoje", completou.

Estadão
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