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Câmara investigará agressão a repórter que entrevistava Feliciano

O incidente ocorreu logo após o término da reunião em que foi proibida a entrada de manifestantes contrários a eleição do pastor para presidir a CDH

4 abr 2013
17h04
atualizado às 17h09
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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) divulgou nesta quinta-feira nota em que repudia a agressão sofrida ontem pela repórter do Radiojornalismo da EBC Pollyane Marques, após reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A pedido da empresa, a Câmara abriu inquérito para apurar responsabilidades.

Pastor Marco Feliciano conseguiu que a comissão aprovasse proposta de restringir o acesso às reuniões do colegiado
Pastor Marco Feliciano conseguiu que a comissão aprovasse proposta de restringir o acesso às reuniões do colegiado
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

"A EBC repudia a agressão sofrida pela jornalista que estava em cumprimento de seu trabalho e manifesta preocupação com o ocorrido, pois fatos como esse deterioram a imagem democrática do Parlamento brasileiro", diz trecho da nota.

O incidente ocorreu logo após o término da reunião em que foi proibida a entrada de manifestantes contrários a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano para presidir o colegiado. Do lado de fora do plenário da comissão, ao lado de outros jornalistas, a repórter tentava fazer perguntas para o deputado quando foi empurrada e atingida por uma cotovelada no rosto.

"Perguntei se era democrático fugir da imprensa. Quando perguntei pela segunda vez, senti um empurrão mais forte. Estava muito próxima do deputado Marco Feliciano. Perguntei se era democrático os seguranças baterem na imprensa e, em seguida, senti a cotovelada", contou Pollyane Marques.

Acompanhada por representantes da EBC, ela prestou queixa na Polícia Legislativa da Câmara e fez exame de corpo de delito na Polícia Civil do Distrito Federal. Ela teve ferimentos na boca e nos joelhos. A jornalista disse que não conseguiu identificar o autor da agressão.

"Tinha assessores do (deputado) Feliciano e seguranças da Câmara, mas não posso precisar quem foi. O joelho sangrando não dói. O que dói mais é a atitude. A reposta a minha pergunta se era democrático bater na imprensa foi uma cotovelada na cara. Posso não saber quem foi, mas receber uma cotovelada depois de perguntar isso, tenho a certeza que foi (uma ação) deliberada", disse Pollyane.

A direção da EBC solicitou audiência com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e apuração rigorosa do caso. "A gente quer repudiar a agressão feita em um ambiente da Câmara por causa de um pergunta. Isso não é correto e queremos também fazer um alerta a instituição. Queremos saber o que aconteceu", disse o diretor-geral da EBC, Eduardo Castro.

Agência Brasil Agência Brasil
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