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Bolsonaro volta a falar de indicação evangélica ao STF

Presidente já disse em outras ocasiões que o ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, é o favorito para a vaga

18 jun 2021 22h25
| atualizado às 22h49
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Bolsonaro participa de culto em comemoração dos 110 anos da Assembleia de Deus no Brasil, em Belém
Bolsonaro participa de culto em comemoração dos 110 anos da Assembleia de Deus no Brasil, em Belém
Foto: Isac Nóbrega / PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou nesta sexta-feira, 18, o compromisso de indicar o nome de um evangélico para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Fiz um compromisso com os evangélicos do País. Indicaremos um evangélico para que o Senado aceite seu nome e encaminhe para o STF um irmão nosso em Cristo", afirmou o presidente nesta noite a uma plateia de evangélicos, em cerimônia comemorativa dos 110 anos da Assembleia de Deus no Brasil, em Belém (PA).

O ministro Marco Aurélio Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, irá se aposentar em 12 de julho, data em que completa 75 anos e é obrigado a deixar a Corte.

O presidente já disse em outras ocasiões, a líderes evangélicos, que o ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, é o favorito para assumir essa vaga.

A indicação do nome deve ser feita ao Senado - a quem caberá referendar ou não a escolha do Executivo.

Mendonça esteve ao lado do presidente nesta sexta-feira em agenda que Bolsonaro cumpriu no Pará. Durante cerimônia de inauguração de trecho pavimentado da BR Transamazônica, Bolsonaro fez elogios à equipe de ministros e destacou: "Ele é quietinho. É um pastor evangélico, o André Mendonça, ministro da Advocacia-Geral da União."

A promessa de Bolsonaro de nomear um ministro "terrivelmente evangélico" para o Supremo foi feita pela primeira vez em julho de 2019, durante evento com a bancada temática no Congresso. "O Estado é laico, mas nós somos cristãos. Ou, para plagiar minha querida Damares (Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos): nós somos terrivelmente cristãos. E esse espírito deve estar presente em todos os Poderes. Por isso, meu compromisso: poderei indicar dois ministros para o Supremo Tribunal Federal; um deles será terrivelmente evangélico", disse o presidente na ocasião.

Apesar da promessa, um ano depois, o presidente escolheu Kassio Nunes Marques para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Essa foi a primeira vaga aberta no STF em seu mandato. A indicação de Nunes Marques gerou descontentamento de aliados à época. Mas o presidente prometeu, então, entregar a segunda cadeira a um evangélico.

André Mendonça é de uma igreja nova, a Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília, onde ele atual como pastor. A igreja é vista por alguns como "mais progressista" e evita temas políticos.

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Estadão
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