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Bolsonaro nega prevaricação e diz que gravação seria crime

12 jul 2021 18h10
| atualizado às 19h18
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O presidente Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira que tenha cometido prevaricação no caso das supostas irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana contra covid-19 Covaxin, afirmando que encaminhou a denúncia para o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que não encontrou qualquer irregularidade.

Bolsonaro em evento em Brasília
1/6/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Bolsonaro em evento em Brasília 1/6/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Bolsonaro ainda afirmou que não está sujeito a sanções legais pelo crime de prevaricação. "O que eu entendo que é prevaricação se aplica ao servidor público, não a mim. Mas em qualquer denúncia de corrupção eu tomo providências. Até a do Luis Miranda, mesmo conhecendo toda a vida pregressa dele, eu conversei com o Pazuello. Ele viu e não tem nada de errado", disse.

Logo em seguida, no entanto, se contradisse ao afirmar: "Já estamos tomando providências. Vamos corrigir o que está sendo feito". Bolsonaro alega ainda que o deputado federal Luis Miranda, autor da denúncia das supostas irregularidades no contrato de aquisição da vacina indiana Covaxin, cometeu crime, caso tenha gravado conversa com o presidente. Afirmou que não se recorda de ter tratado da compra dos imunizantes com o parlamentar.

"Se houve gravação, isso é crime. Nada que eu me lembre foi tratado com ele Luis Miranda com a ênfase que ele está dizendo, até porque ele foi tratar de vários assuntos. Eu recebo qualquer um. Se ele gravou, está forjado o caráter dele. Eu não vou falar para divulgar ou não divulgar, é da consciência dele", disse.

Bolsonaro se recusou a revelar detalhes sobre conversas com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), apontado por Miranda como responsável pelas tratativas com a empresa intermediária no processo de compra dos imunizantes.

O chefe do Executivo também repetiu que não tem como ter conhecimento de todas as medidas dos 22 ministérios do governo.

A Polícia Federal formalizou a abertura de inquérito contra Bolsonaro por possível crime de prevaricação no caso envolvendo suspeitas de irregularidades nas negociações para a compra da Covaxin, disse uma fonte com conhecimento do assunto nesta segunda-feira.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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