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Política

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Aécio Neves diz que MG 'saiu do jogo político nacional' e aponta falta de experiência de Zema

4 set 2026 - 14h22
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Resumo
O candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB) afirmou que Minas Gerais perdeu protagonismo político nacional e atribuiu o enfraquecimento à inexperiência política de Romeu Zema (Novo) para negociar interesses do Estado. Citando a recente reforma tributária como exemplo da perda de influência mineira, o tucano defendeu uma postura republicana e de diálogo com o presidente Lula (PT), lembrando que, quando governou o Estado, manteve interlocução com o petista apesar das divergências ideológicas.

O candidato ao Senado por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) afirmou nesta sexta-feira, 4, que o Estado "saiu do jogo político nacional" nos últimos anos e apontou que pode ter faltado ao ex-governador Romeu Zema (Novo) experiência política para negociar os interesses mineiros. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia.

Questionado se a postura de confronto de Zema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria prejudicado Minas, Aécio evitou fazer, segundo ele, um "julgamento pessoal", mas fez uma constatação. O candidato citou a participação do Estado em discussões nacionais. "Nós saímos do jogo político nacional. Em discussões, como, por exemplo, a reforma tributária recentemente, a voz de Minas era muito distante, muito frágil", afirmou.

Aécio lembrou que governou Minas durante oito anos com Lula na Presidência e disse que, apesar das diferenças políticas e de gestão, manteve uma relação "republicana" com o petista. "Eu era adversário político dele, do ponto de vista conceitual, de gestão, dessa gastança com a qual eu não concordo, do ponto de vista fiscal temos diferenças, mas jamais deixamos de tratar com prioridade os interesses do Brasil ou do meu Estado", declarou.

Para o tucano, governadores precisam preservar a interlocução com o governo federal, mesmo quando estão em campos políticos opostos. "Manter essa relação republicana, mesmo com um governante de oposição ou de um partido político distante do senhor, é essencial para quem administra", disse.

Ao falar diretamente de Zema, Aécio afirmou: "Talvez tenha faltado a ele apenas uma experiência política maior, a compreensão da força e da importância de Minas Gerais para negociar em melhores condições os nossos interesses".

Estadão
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