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Vítimas de incêndio em ônibus no Maranhão passam por cirurgia

10 jan 2014
14h00
atualizado às 14h05
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As vítimas do ônibus incendiado em São Luís (MA), transferidas para hospitais em outros Estados, passaram por cirurgia hoje  e têm quadro clínico estável. A paciente Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, está em Brasília e é acompanhada pela equipe da Ala de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Ela é mãe da menina Ana Clara, 6 anos, que não resistiu às queimaduras e morreu na segunda-feira. Juliane estava com as duas filhas no ônibus na Vila Sarney Filho, quando o veículo foi incendiado por bandidos na última sexta-feira, em represália à ação da polícia dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O boletim médico divulgado hoje pelo Hran informa que Juliane, que teve 40% do corpo queimado, está em situação estável, consciente e respirando sem ajuda de aparelhos. O coordenador da Unidade de Queimados, Mário Fratini, conta que foi feito um procedimento cirúrgico para a retirada de pele morta e que Juliane está evoluindo satisfatoriamente. "Este momento é de retirada da pele e de atenção no controle de infecção."

Ele acrescentou que Juliane deve passar por, pelo menos, três procedimentos de limpeza. "É um tratamento prolongado, porque a ferida precisa estar completamente fechada e leva algum tempo até se completar a limpeza geral das queimaduras", disse Fratini, ao explicar que, após essa limpeza, é colocada no local pele sadia, retirada do próprio paciente, que se integra à lesão e cicatriza.

A outra filha de Juliane, Lorane Beatriz Santos, 1 ano e 5 meses, teve queimaduras nas pernas e nos braços e continua internada no Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos. Ela deve ter alta na próxima semana.

O paciente Marcio Ronny da Cruz, 37 anos, está internado no Centro de Referência de Queimados do Hospital Geral de Goiânia e também passou por cirurgia na manhã de hoje. Marcio teve 72% do corpo queimado, está em estado grave e continua sedado.

Segundo Fernando de Napole Azevedo, cirurgião plástico do Hospital Geral de Goiânia, que atendeu Marcio, já estão programados três procedimentos para retirada de pele morta, que ocorrerão a cada três dias. "Esse foi o primeiro procedimento e, no futuro, será feita também a colocação de pele sadia no local", explicou.

Já Abyancy Silva Santos, 35 anos, continua internada na Enfermaria do Hospital Geral do Maranhão. Ela teve queimadura em 10% do corpo e foi submetida a curativo cirúrgico ontem. Segundo a Secretaria de Saúde do Maranhão, Abyancy deve receber alta neste final de semana.

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