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Polícia

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Técnicas de enfermagem denunciam estupros em hospitais públicos no Recife; acusados são afastados

Duas técnicas de enfermagem denunciaram estupros em hospitais públicos do Recife. Servidores investigados foram afastados preventivamente pela Secretaria de Saúde.

7 ago 2026 - 17h42
(atualizado às 17h53)
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Duas técnicas de enfermagem denunciaram terem sido vítimas de estupro dentro de hospitais da rede estadual de Pernambuco, no Recife. Segundo a defesa das profissionais, os crimes teriam sido praticados por servidores que exercem a mesma função e ocorreram em áreas de repouso destinadas aos trabalhadores das unidades de saúde.

Hospital Getúlio Vargas pernambuco
Hospital Getúlio Vargas pernambuco
Foto: Divulgação/SSP / Portal de Prefeitura

Os casos foram registrados em momentos distintos. Um deles aconteceu no Hospital da Restauração (HR), em 2024, e o outro no Hospital Getúlio Vargas (HGV), em 2026. Os nomes das vítimas e dos investigados não foram divulgados.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que os dois servidores apontados nas denúncias foram afastados preventivamente das atividades enquanto os casos seguem sendo acompanhados.

Denúncias ocorreram em salas de repouso

De acordo com o advogado que representa as vítimas, os episódios ocorreram enquanto as profissionais descansavam durante o expediente.

No caso registrado no Hospital da Restauração, a técnica de enfermagem relatou que acordou durante o repouso e percebeu que estava sendo vítima de violência sexual. Conforme a defesa, o acusado foi condenado em primeira e segunda instâncias pelo crime de estupro.

Mesmo após o processo judicial, a vítima continua trabalhando na unidade hospitalar, embora em outro setor. Segundo o advogado, a presença frequente do condenado no ambiente de trabalho provoca sofrimento psicológico e agrava o trauma enfrentado pela profissional.

Já o segundo caso ocorreu no Hospital Getúlio Vargas, em março deste ano. A vítima afirmou que despertou ao perceber que estava sendo tocada nas partes íntimas por outro servidor. O caso foi registrado na Delegacia do Cordeiro e segue sob investigação.

Vítimas recebem acompanhamento psicológico

Segundo a defesa, as duas profissionais permanecem em tratamento psicológico e fazem uso de medicamentos para controlar sintomas de ansiedade e crises de pânico decorrentes dos episódios.

O advogado afirma que ambas enfrentam dificuldades para continuar exercendo suas atividades e convivem diariamente com os impactos emocionais provocados pela violência.

Novos relatos chegam à defesa

Após a divulgação dos casos, outras quatro mulheres procuraram o escritório de advocacia relatando situações semelhantes ocorridas em um hospital público do Recife.

De acordo com o advogado, essas profissionais ainda não formalizaram denúncia às autoridades por receio de sofrer consequências no ambiente de trabalho, já que não possuem estabilidade no serviço público.

A defesa informou que mantém acompanhamento jurídico e psicológico dessas mulheres e busca orientá-las sobre os procedimentos legais disponíveis.

Secretaria confirma afastamento

A Secretaria Estadual de Saúde informou que adotou o afastamento preventivo dos servidores citados nas denúncias e acompanha os desdobramentos dos casos.

As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias das denúncias e definir os próximos encaminhamentos legais.

Portal de Prefeitura
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