SP: polícia apura ameaça contra cadeirante agredido por delegado
O advogado cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini teria recebido uma ameaça de morte por telefone no dia 28 de janeiro, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O delegado responsável da Corregedoria de São José dos Campos (SP), Dr. Antonio Sá, informou nesta quinta-feira que instaurou um novo inquérito para investigar essas supostas ameaças. Morandini foi agredido no dia 17 de janeiro pelo delegado Damasio Marino, afastado do 6º DP de São José dos Campos.
Em entrevista ao Jornal da Record de segunda-feira, o delegado disse que perdeu a razão ao ser ofendido por palavrões. "Eu não pude suportar, perdi o senso, desci do carro e desferi pelo menos dois tapas nesse cidadão", disse, complementando: "Ninguém sai em sã consciência batendo em pessoas na rua, muito menos em um cadeirante, muito menos um delegado de polícia. Se aconteceu foi porque houve um motivo e ele desencadeou esse motivo, por uma conduta socialmente e criminalmente reprovável, repugnante".
O delegado afirmou que estava com a noiva - que, segundo ele, possui uma gravidez de risco - quando estacionou o carro numa vaga para deficientes físicos. Na volta, foi abordado pelo advogado, Anatole Magalhães Macedo Morandini, inciando-se uma discussão. O advogado negou ao Jornal da Record ter xingado Marino, mas afirmou que cuspiu no mesmo após ser discriminado. "Depois de sofrer o preconceito, ou seja, ter sido discriminado pelo fato de eu ser um deficiente físico, eu cuspi. Era a única defesa que eu tinha". Ainda segundo a reportagem, o Ministério Público informou que pediu à Justiça a abertura de processo contra o delegado.