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Polícia

SP: empresários acusados de fazer racha e matar lutador vão a júri

8 dez 2011 - 08h43
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Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

O juiz da 2ª Vara do Júri de Campinas, Sérgio Araújo Gomes, aceitou na quarta-feira a denúncia do Ministério Público (MP) contra os empresários Fabrício Narciso Rodrigues da Silva, 32 anos, e Adriane Aparecida Pereira Diniz Ignácio de Souza, 42 anos. Ambos foram acusados de homicídio doloso duplamente qualificado pela morte do lutador de jiu-jitsu Kaio César Alves Muniz Ribeiro, 24 anos. Os empresários deverão ser julgados por um júri popular e, se condenados, podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.

O lutador de jiu-jitsu foi atingido pelo Audi A3 dirigido por Adriane na madrugada do dia 18 de novembro. Ribeiro foi atropelado enquanto falava em um telefone público na calçada da avenida Júlio Prestes, no bairro Taquaral. Segundo testemunhas, a mulher disputava um racha com Silva, que dirigia uma Camaro e estava em alta velocidade. A vitima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Os acusados foram presos em flagrante, e ficaram detidos até o dia 25, quando foram soltos após pagamento de fiança. O empresário pagou R$ 163,5 mil e a mulher R$ 109 mil para responderem ao processo em liberdade.

Gilberto Ribeiro, pai da vítima, disse que ficou emocionado com a decisão do juiz de levar os acusados aos tribunais. Segundo ele, o julgamento dos dois mostra que a justiça será feita. "Estou muito emocionado. É bom saber que esse crime não vai ficar apenas como mais um acidente comum de trânsito", disse.

Atropelamento aconteceu na avenida Júlio Prestes, bairro Taquaral, em Campinas
Atropelamento aconteceu na avenida Júlio Prestes, bairro Taquaral, em Campinas
Foto: Rose Mary de Souza / Especial para Terra
Fonte: Terra
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