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Polícia

São Paulo tem um ônibus incendiado por dia em 2014

27 jan 2014 - 11h02
(atualizado às 11h02)
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Ônibus foi queimado na noite deste domingo no Jardim da Saúde
Ônibus foi queimado na noite deste domingo no Jardim da Saúde
Foto: Edison Temoteo / Futura Press

A cidade de São Paulo registrou, nesta segunda-feira, uma média de um ônibus incendiado por dia, segundo dados da São Paulo Transportes (SPTrans). Desde o início do ano, foram 27 veículos incendiados em diversas regiões da capital. Na noite de ontem, um ônibus da empresa ViaSul foi incendiado na avenida Nossa Senhora das Mercês, no Jardim da Saúde, na zona sul.

Segundo a Polícia Militar, vândalos invadiram o veículo e pediram aos ocupantes que descessem. Não há informações sobre a motivação dos criminosos. Ninguém foi detido.

Também na zona sul, outro veículo foi incendiado ontem na rua Colonia Nova, no bairro Jardim São Manuel. Além desses casos, a PM ainda registrou três ocorrências de ônibus incendiados entre a noite de sexta e a madrugada de sábado.

Motivações

Os incêndios em ônibus em São Paulo geralmente começam após um protesto que termina em violência. As motivações são as mais variadas, segundo a Polícia Militar. No dia 4 de janeiro, por exemplo, dois ônibus foram queimados na comunidade Alba, na zona sul, após a morte de uma criança de 3 anos, que teria sido baleada em uma troca de tiros entre um PM e quatro assaltantes.

Após a criança ser baleada, moradores da região iniciaram um protesto. Segundo o relato de funcionários da empresa de ônibus à polícia, 15 homens, alguns deles armados, invadiram os coletivos e pediram para que os passageiros deixassem os veículos. Os ônibus ficaram completamente destruídos após os incêndios.

Ônibus é incendiado durante protesto em São Paulo:

Duas mortes no Capão Redondo provocaram uma onda de protestos, que terminaram em dois ônibus incendiados no dia 12 de janeiro. A Polícia Militar credita a ação à morte de dois traficantes de drogas que atuariam na região. Eles foram mortos durante uma ação policial no dia anterior.

Em 12 de janeiro, o desaparecimento de uma menina de 13 anos provocou outro protesto e mais dois ônibus foram incendiados no Itaim Paulista, na zona leste. Já no dia 15 de janeiro, a motivação do protesto foi uma enchente que atingiu o bairro Vila Missionária na zona sul. Mais uma vez o coletivo foi parado pelos manifestantes que o apedrejaram e depois incendiaram.

Prejuízos

Segundo o sindicato das empresas de ônibus de São Paulo (SPUrbanuss), cada ônibus destruído represente, em média, um prejuízo de R$ 500 mil, já que o valor dos ônibus de São Paulo gira entre R$ 300 mil e R$1,5 millhões.

Segundo o sindicato, desde o início do ano, os incêndios causaram R$ 13,5 milhões em prejuízo.

O sindicato lamentou os atos de vandalismo e disse que se reuniu, no fim do ano passado, com a Secretaria de Segurança Pública para discutir o tema. "O objetivo foi iniciar uma discussão sobre possíveis medidas que possam ser adotadas para garantir a segurança de passageiros e operadores do transporte urbano, afetados pelas ocorrências de incêndios dos coletivos, e a operação regular do serviço", diz a nota. 

Fonte: Terra
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