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RS: madrasta diz que morte de Bernardo foi 'acidental'

30 abr 2014
17h51
atualizado às 20h52
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A madrasta do menino Bernardo, 11 anos, Graciele Ugolini, afirmou em depoimento que a morte do garoto foi “acidental”. Segundo a madrasta, que está presa suspeita pela morte, ela deu remédios para acalmá-lo e, quando notou, o jovem estava morto. A Polícia Civil não divulgou mais detalhes do depoimento.

<p>Corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 4 de abril foi encontrado em Frederico Westphalen (RS). Pai e madrasta foram presos por suspeita de envolvimento na morte</p>
Corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 4 de abril foi encontrado em Frederico Westphalen (RS). Pai e madrasta foram presos por suspeita de envolvimento na morte
Foto: Facebook / Reprodução

Graciele falou na Penitenciário Modulada de Ijuí, onde está presa. Além dela, estão detidos o pai do menino, Leandro Boldrini, e uma amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz, ambos suspeitos de participação no crime.

Segundo o RBS Notícias, Graciele isentou o marido do crime e não aceitou usar um detector de mentiras. As informações são do advogado da madrasta, Vanderlei Pompeo de Mattos. “Ela sustentou que foi fazer negócios em Frederico (Westphalen, município onde o corpo do menino foi achado). Não tinha um propósito ‘macabro’, vamos dizer assim”, afirma o defensor.

O pai do menino foi transferido na madrugada desta quarta-feira para a Penitenciária Estadual de Charqueadas, que é de segurança máxima, na região Metropolitana de Porto Alegre, onde está isolado de outros presos. Ele também estava na Penitenciária Modulada de Ijuí. A transferência ocorreu após Leandro ter recebido ameaça de morte dos outros presos.

A amiga da madrasta também foi transferida nesta madrugada. Ela estava no noroeste do Estado e foi levada para a Penitenciária Feminina no município de Guaíba, na região Metropolitana de Porto Alegre. Ela também está isolada.

O caso
Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos (RS), após – segundo a versão da família - dizer ao pai que passaria o fim de semana na casa de um amigo. O corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril, em Frederico Westphalen (RS), dentro de um saco plástico e enterrado às margens do rio Mico. Na mesma noite, o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz foram presos pela suspeita de envolvimento no crime. Segundo a Polícia Civil, o menino foi dopado antes de ser morto, possivelmente com uma injeção letal.

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Fonte: Terra

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