Paralisação dos policiais civis começou na quarta-feira no Rio de Janeiro
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, receberá na manhã desta quinta-feira íderes do sindicato do policiais civis do Rio de Janeiro que decidiram estender por mais 24 horas a paralisação iniciada ontem e inicialmente prevista para durar apenas 24 horas.
A reunião ocorre no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, e vai contar com a presença de uma comissão formada por cerca de 20 policiais. O comunicado da reunião foi feito na Cidade da Polícia, na zona norte do Rio pelo chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, que esteve com o governador Luiz Fernando Pezão.
A principal reivindicação dos policiais civis é a incorporação de gratificações ao salário, evitando que o policial afastado da função temporariamente tenha perdas salariais. Reivindicam, ainda, aumento no vale-transporte e no vale-alimentação.
A paralisação de ontem transcorreu sem problemas e com mobilizações em vários pontos da cidade. O movimento da Polícia Civil já tem duas mobilizações programadas: no próximo dia 28 os policiais doarão sangue no Hemorio, centro da cidade, e no dia 6 de junho farão uma manifestação no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no subúrbio da cidade.
Policiais civis fazem manifestação em frente à Cidade da Polícia, no Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Os policiais permaneceram cerca de cinco minutos ocupando a via pública e gritaram "Polícia". Depois, entraram na Cidade da Polícia
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Os policiais civis reivindicam incorporação de gratificações ao salário (como uma referente à Delegacia Legal, de R$ 850), plano de cargos e salários com valores mais próximos aos pagos a delegados, reajuste de 100% no tíquete-refeição, que hoje é de R$ 13 por dia, e do vale-transporte, que atualmente é de R$ 100
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Segundo o Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol), cerca de 60% dos policiais civis aderiram à paralisação de 24h, que começou no primeiro minuto desta quarta e vai até meia-noite
Foto: Mauro Pimentel / Terra
O governo do Rio disse que os policiais tiveram conquistas salariais nos últimos anos. "Tenho conversado permanentemente com o sindicato da Polícia Civil. Não vejo este cenário de greve. Demos agora, em fevereiro, um aumento de mais de 11% para todos os policiais civis, policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários, afirmou o governador, Luiz Fernando Pezão
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Quando assumimos o governo, o Estado investia R$ 2,2 bilhões em segurança pública. Hoje, são cerca de R$ 9 bilhões. Claro que temos que valorizar, mas fizemos um grande esforço. Foram mais de 120% de aumento real nesses últimos sete anos. Agora, para fazer mais reajustes temos que ter recursos e pé no chão. Não podemos comprometer as contas do Estado. Se eu puder, darei", diz o governador
Foto: Mauro Pimentel / Terra
"Algumas pessoas querem traçar um paralelo entre a nossa paralisação e o que aconteceu com a Polícia Militar em Pernambuco. Nós não nos esquecemos da sociedade, somos policiais civis. Não somos baderneiros", disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Francisco Chao
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