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Polícia

RJ: ônibus deixaram de circular na madrugada, dizem passageiros

25 nov 2010 - 15h14
(atualizado às 19h19)
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Com o temor da violência nos últimos dias no Rio de Janeiro e o incêndio de mais de 10 ônibus desde o último domingo, várias empresas de transporte coletivo reduziram a frota nas ruas. Na madrugada desta quinta-feira, poucos ônibus circularam pela cidade e, por isso, os pontos ficaram lotados, principalmente no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense. Durante a manhã, os coletivos voltaram a circular, mas não com toda a frota, pois o tempo de espera nos pontos foi maior do que o habitual.

"Cheguei no ponto de ônibus às 7h, no horário de costume para o trabalho, mas o ônibus só passou quase uma hora depois e muito cheio. Aí cheguei superatrasado no trabalho, no centro da cidade", contou o entregador de documentos Sandro de Assis Oliveira, morador de vila Isabel, na zona norte da cidade.

Segundo relato de motoristas, vendedores e passageiros no Terminal Rodoviário Américo Fontenele, na Central do Brasil, aonde chegam os ônibus da Baixada Fluminense, os transportes começaram a parar de funcionar por volta das 22h da última quarta-feira.

Cartazes afixados nas pilastras do terminal informam que "os serviços de ônibus vão ser encerrados às 22h". Despachantes das empresas que chegaram atrasados ao trabalho por causa da falta de ônibus na madrugada disseram que a volta da circulação dos coletivos na madrugada depende do que ocorrer durante o dia, pois, segundo eles, os funcionários estão com medo dos ataques na cidade.

A faxineira do terminal Claudia Márcia, moradora de Bangu, na zona oeste do Rio, disse que pela manhã não havia ônibus em circulação na hora de ir para o trabalho. "O funcionamento não está normal, o pessoal que trabalha está com medo, porque a gente sai para trabalhar e não sabe se vai voltar. Primeiro, porque não tem condução. A gente vai andando até a estação de trem, mas está tudo atrasado e estão pondo fogo nas conduções", disse.

O ponto das vans, também na Central do Brasil, no entanto, está funcionando normalmente. Mas o motorista Aroldo Alves disse que os funcionários estão com medo, porque duas vans foram incendiadas. "A gente já sai de casa apreensivo, com medo do que está acontecendo nas ruas, porque a gente faz o trajeto da Rodovia Presidente Dutra, que é onde mais acontecem assaltos e incêndio de carros. Estão queimando direto na altura do Jardim América. Estamos cumprindo o horário normal, mas todo mundo está com medo".

O diretor de Comunicação e Marketing da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), João Augusto Monteiro, afirmou que a entidade não recebeu nenhuma informação de paralisação das frotas no estado. Ele disse que as empresas podem somente fazer alterações pontuais no percurso, por causa de vias eventualmente fechadas pela polícia.

"Não há qualquer orientação para que a frota seja reduzida ou que os ônibus tenham os seus itinerários modificados em função disso. As empresas estão em contato permanente com as autoridades, no sentido de assegurar o deslocamento das pessoas. A expectativa é que hoje esteja perfeitamente normalizado, a gente tem que compreender que ontem foi um dia bastante atípico", afirmou.

Monteiro lamentou que um motorista tenha sido atingido por uma bala ao tentar reagir à ação de criminosos, que exigiram que ele deixasse o ônibus e colocaram fogo no veículo. O fato aconteceu na noite de ontem na Avenida Brasil e o motorista não corre risco de morrer. "Os funcionários são treinados para ter calma e tranquilidade para lidar com esse tipo de situação", disse o diretor da Fetranspor.

Motor de Clio foi danificado por atentado em rua da Tijuca
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Foto: Mauricio Bazilio / Futura Press
Agência Brasil Agência Brasil
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