Rio: UPP Santa Marta completa 4 anos com taxa zero de homicídios
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Nesta quarta-feira, a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Estado, instalada na favela Santa Marta, completa quatro anos com com taxa zero de homicídios
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Importante ponto do tráfico de drogas e da criminalidade no passado, o morro Dona Marta, na zona sul do Rio, vive hoje realidade bem diferente - e tranquila
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Nesta quarta-feira, a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Estado, instalada na favela Santa Marta, completa quatro anos com com taxa zero de homicídios
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Em outubro deste ano (último mês com estatísticas disponíveis), o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado não registrou nenhum homicídio ou mesmo tentativa, e apenas duas prisões no bairro de Botafogo, onde o Dona Marta está encravado
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É uma situação bem diferente da encontrada no início da década dos anos 2000, quando o livro Abusado, do jornalista Caco Barcellos, relatou com doses de precisão nunca vistas a rotina do tráfico de drogas
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Na época em que Marcinho VP era o líder do Comando Vermelho na Santa Marta, então uma das favelas mais violentas da cidade, o astro Michael Jackson teve de pedir autorização para gravar um videoclipe no local
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Em homenagem ao cantor, que colocou o morro no foco do mundo na década de 1990, o local da gravação foi batizado de mirante do Michael Jackson
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O tráfico ainda existe, tanto que oito apreensões de drogas foram feitas em outubro, segundo o ISP. Mas, enfraquecido, não vem acompanhado de crimes violentos
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'Hoje é mais fácil alguém sair preocupado com as blitze da Lei Seca do que com a violência da região', conta Galdino Alves, gerente do Hotel Panda, que fica na rua São Clemente, bem próximo à entrada da favela
Foto: Daniel Ramalho / Terra
A situação de paz transformou o Dona Marta em referência. Se algum turista deseja conhecer uma autêntica favela carioca, é a Santa Marta que o governo estadual recomenda que visite
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Por lá passam dezenas de visitantes diariamente, número que chega às centenas durante a alta temporada. Todos querem vislumbrar uma face da cidade que ficou esquecida durante os anos de domínio do tráfico, com vista para o Pão de Açúcar de um lado e o Cristo Redentor de outro
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Silenciado por muito tempo pelo tráfico, os habitantes brigam contra as remoções - em busca de um local mais seguro, barato e bem localizado, muita gente ocupou áreas com risco de desabamento no topo do morro