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Polícia

Rio: tiros no Morro dos Prazeres agravam medo na comunidade

7 abr 2010 - 08h11
(atualizado às 10h54)
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No Morro dos Prazeres, quem perdeu tudo contava apenas com a solidariedade dos vizinhos, que usavam pá, marretas e cordas para tentar resgatar os feridos e ajudar os bombeiros. No início da tarde de terça-feira, o medo se juntou ao trabalho triste e difícil, com a aproximação de policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar (Estácio), que trocaram tiros com traficantes. Eles argumentaram que davam segurança aos bombeiros, mas moradores contaram que atiraram a esmo.

Bombeiros resgatam homem ferido no Morro dos Prazeres
Bombeiros resgatam homem ferido no Morro dos Prazeres
Foto: AP

Da janela de uma vizinha, a dona de casa Gildânia Maria Lopes da Silva, 39 anos, não tirava os olhos dos corpos das filhas Yasnaia, 19, e Emília, 14, na calçada. "Passamos a noite em claro, tirando água de casa. Logo cedo, as meninas foram descansar e fui pedir à minha cunhada que não fosse trabalhar. Voltava para casa, quando vi a terra arrastar tudo", disse, desesperada.

A estudante Cássia Monteiro, 17 anos, também não continha a dor. "Minha família inteira está soterrada", gritava, referindo-se a quatro irmãos, sobrinho, mãe e pai. Na casa de Maria Imaculada Ribeiro, 39 anos, nove ficaram sob escombros.

Estragos e mortes
A chuva que castigou o Rio de Janeiro entre os dias 5 e 6 de abril deixou pelo menos 102 mortos, mais de 100 feridos, alagou ruas, causou deslizamentos e destruição no Estado. O Serviço de Meteorologia do Rio registrou no período o maior índice pluviométrico da cidade desde que começou a medição, há mais de 40 anos: 288 mm.

Fonte: O Dia
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