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Polícia

População pendura cartazes em casa de menino Joaquim; muro é pichado

12 nov 2013 - 11h32
(atualizado às 11h36)
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A casa na qual morava Joaquim Ponte Marques, 3 anos, encontrado morto em um rio no último domingo, amanheceu pichada e repleta de cartazes com pedidos de justiça. Joaquim morava no imóvel com a mãe, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, o padrasto, Guilherme Raymo Longo, e um filho do casal, de poucos meses. Natália e Guilherme foram apontados pela polícia como os principais suspeitos pelo crime e continuam detidos temporariamente.

No muro da casa da família, foi pichado os dizeres "Assassino" e "Joaquim Eterno". Nas grades que protegem o terreno e no portão, foram colocados cartazes em homenagem à vítima. "De braços abertos, papai do céu recebe um anjo", dizia uma das mensagens. Outras, mais agressivas, pediam justiça: "Assassino. Que a justiça seja feira. Estuprador de criança".

Nesta terça, o padrasto de Joaquim deverá prestar depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto. Em entrevista coletiva na manhã de hoje, o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pela investigação do caso, disse que o crime pode ter sido premeditado.

Segundo a polícia, a expectativa é de que até o término determinado pela prisão temporária (30 dias), os laudos e provas periciais estejam prontos para reforçar as hipóteses levantadas pela investigação. Novas testemunhas, como o pai de Guilherme, deverão ser convocadas para prestar esclarecimentos. Além disso, a polícia aguarda os resultados dos exames necroscópicos para comprovar a causa da morte de Joaquim.

Superdosagem de insulina

Ontem, o promotor Marcos Tulio Nicolino, que acompanha as investigações, disse, entrevista ao Terra, que declarações da mãe do garoto dão a entender que Joaquim possa ter sido vítima de superdosagem de insulina, aplicada pelo padrasto. 

"Após o desaparecimento, ela (mãe) foi entregar a caneta que era utilizada para aplicar insulina. Nesse dia, o padrasto falou que tinha aplicado em si mesmo 30 doses de insulina. Porém, no dia anterior, ele disse que teria aplicado apenas duas doses", falou o promotor. Segundo Marcus, o padrasto de Joaquim, Guilherme Raymo Longo, pode ter mudado a sua versão para tentar justificar o uso da insulina. “Depois do aparecimento do menino, ele falou que usou as 30 doses. Ele estaria tentando justificar o desaparecimento daquelas doses, que ele poderia ter aplicado no menino para matá-lo", completou. 

O menino era diabético e precisava tomar doses constantes de insulina para sobreviver. Mas, para Marcus,  a criança era vista como um problema na vida de Guilherme, que tem um filho de poucos meses com a mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte.  

"Ela (Natália) passou informações que nos levam a acreditar que o relacionamento dos dois não era harmônico como passado anteriormente. O casal brigava constantemente e um dos motivos era que o Guilherme não aceitava o filho de outro casamento. ‘Você tem um pedacinho do seu ex-marido aqui dentro de casa’, teria dito ele em algumas ocasiões”, falou o promotor. 

Diante destas suspeitas, o delegado pediu exames que possam comprovar a existência dessa suposta superdosagem no organismo da vítima. Segundo ele, “todos os laudos já foram providenciados”. 

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/criancas-homicidios/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/criancas-homicidios/iframe.htm">veja o infográfico</a>

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto – cidade na qual o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada. 

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto. 

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. O menino era diabético e vivia com a mãe, o padrasto e o irmão Vitor Hugo. 

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Foto: Terra

Fonte: Terra
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