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Polícia

PM tiktoker deixa a corporação após ser punido por postar vídeos fardado

Thiago Batista Garrocho afirma que sofreu perseguição dentro da Polícia Militar e que precisou entrar na Justiça para sair da corporação

4 out 2023 - 18h01
(atualizado às 18h24)
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Soldado Thiago Batista Garrocho
Soldado Thiago Batista Garrocho
Foto: Reprodução/Instagram:@garrochao

Após nove anos na Polícia Militar do Espírito Santo, o soldado Thiago Batista Garrocho, de 36 anos, anunciou em seu perfil no TikTok que pediu baixa voluntária da corporação. Com quase 5 milhões de seguidores na plataforma com o perfil chamado 'Casal Policial', que tem em parceria com a esposa, ele relatou que teve problemas com a corporação por causa de vídeos em que aparecia fardado.

"Hoje é o dia em que eu estou indo ao Batalhão da Polícia Militar entregar minha farda da polícia, uma farda que eu tanto lutei, tanto trabalhei para isso. Eu larguei minha família em Minas [Gerais] para poder vir para o Espírito Santo para fazer isso tudo e, agora, chega ao fim dessa história", começou ele no vídeo.

Em seguida, Garrocho acrescentou: "Fiquei meio sem opção para poder fazer as coisas dentro da polícia por causa de diversas coisas que estavam acontecendo. Começou a atrapalhar nossa família, nossa paz, e aí eu resolvi colocar na bandeja: vale a pena ficar em um lugar onde você está triste com tudo que está acontecendo?", disse ele em postagem feita no último final de semana. 

No vídeo em que anunciou a saída da Polícia Militar, Garrocho estava ao lado da esposa, Reniely da Silva Maximiano, que é da Polícia Civil. No TikTok e no Instagram, o casal cresceu e alcançou um grande número de seguidores compartilhando um pouco de suas rotinas familiar e de trabalho.

Após relatar a sua saída da PM, Garrocho fez outra publicação em que mostrou o momento em que retirava a sua identificação do colete que usava quando trabalhava pela corporação.

"Eu pedi para sair para não ter mais nenhuma ligação com a Polícia Militar. Contribuí nove anos no trabalho. Não tenho fundo de garantia, nada. Vou sair com uma mão na frente e outra atrás. Agora, é correr atrás daquilo que acho melhor para mim, e sei que Deus está preparando algo melhor para mim e para minha família", acrescentou o agora ex-soldado. 

O influenciador digital também afirma que não pensou em pedir transferência para outra cidade porque a esposa trabalha em uma delegacia do município e o filho também estuda lá. "Sinceramente, eu prefiro não viver uma vida desse jeito, com medo de fazer tudo", explicou. 

Ele contou também que precisou entrar na Justiça para poder sair da corporação. "Episódios como este mostram como as instituições precisam melhorar e ter formas de denunciar coisas erradas que acontecem com os servidores! É triste demais abrir mão de uma carreira por causa de perseguições veladas de pessoas que não aceitam como você é e a sua forma de pensar! Um triste fim para essa história que poderia ser de muitas alegrias! Ainda bem que consegui na Justiça que eu saísse da PM!", escreveu ele em um post do Instagram. 

Em março deste ano, conforme afirma Garrocho, ele cumpriu punições por vídeos postados nas redes sociais, que, segundo a Polícia Militar informou na época, foram contra as diretrizes e normas da corporação. "Não foram 10 dias de punições, foram 20. E nesse período eu postei o vídeo contando das punições, eles me transferiram sem me dar explicação nenhuma."

Naquele mês, ele recebeu o salário em menos da metade devido aos dias de punições, segundo relata. "Quando eu fiz o vídeo contando sobre as punições, eles abriram um inquérito policial militar para investigar e depois foi concluído nesse inquérito que eu critiquei o comando, sendo que em nenhum momento eu critiquei, não teve essa intenção, eu fiz apenas para relatar e ser transparente com os seguidores", afirmou. 

Garrocho ainda afirma que foi bloqueado pelo seu comandante e por diversos colegas do Batalhão após o ocorrido. "Por eles implicarem comigo e eu não parar de fazer meus vídeos, eles sempre me puniam lá dentro e eu não podia falar nada. Isso está acontecendo desde 2019". 

O Terra solicitou posicionamento à Polícia Militar do Espírito Santo sobre as alegações do ex-soldado, mas não obteve nenhum retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. 

Fonte: Redação Terra
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