Piloto da Latam é preso em avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual
Ao todo, oito mandados de busca e apreensão são cumpridos contra quatro investigados, além de dois de prisão temporária
Piloto da Latam foi preso no Aeroporto de Congonhas suspeito de liderar rede de abuso sexual infantil, em operação que também prendeu uma mulher e investiga mais envolvidos e vítimas.
Um piloto da companhia aérea Latam foi preso nesta segunda-feira, 9, dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, suspeito de manter uma rede que abusava sexualmente de crianças. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que realiza a "Operação Apertem os Cintos".
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
O homem foi identificado como Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. A defesa dele não foi localizada para se manifestar até o momento. O Terra entrou em contato com a Latam e aguarda retorno.
De acordo com a polícia, o homem levava menores de idade para motéis com documentos falsos e participava da rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos. Uma mulher de 55 anos, que teria recebido pagamento pela "venda" das netas de 10, 12 e 14 anos para o piloto, também foi presa.
Ao todo, oito mandados de busca e apreensão são cumpridos contra quatro investigados, além de dois de prisão temporária. As diligências são realizadas na capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema, na região metropolitana, com a participação de 32 policiais civis e 14 viaturas.
Investigação
Segundo a polícia, o inquérito começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, que foram submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.
São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
As provas mostram que os crimes fazem parte de uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.
A operação tem o objetivo de parar imediatamente com os crimes e proteger as vítimas física e psicologicamente, além de encontrar mais autores e vítimas. A polícia também ressalta que irá preservar provas e garantir a efetividade da investigação diante da gravidade dos fatos apurados.
Novas prisões e identificação de novas vítimas do esquema não são descartadas. Os mandados foram expedidos pela Justiça devido ao teor dos crimes, para evitar que as provas fossem adulteradas ou destruídas.