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Polícia

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PF localiza R$ 287 mil em sacos de lixo na casa de servidor do INSS em Pernambuco

A Polícia Federal (PF) encontrou R$ 287 mil em dinheiro vivo escondidos dentro de sacos de lixo na casa de um servidor ligado ao INSS em Pernambuco.

27 mai 2026 - 19h25
(atualizado às 19h31)
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Uma nova fase da operação que investiga fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) levou a Polícia Federal a encontrar R$ 287 mil em dinheiro vivo escondidos dentro de sacos de lixo em Pernambuco.

Apreensão de dinheiro em Pernambuco.
Apreensão de dinheiro em Pernambuco.
Foto: Divulgação/PF / Portal de Prefeitura

Segundo os investigadores, os valores estavam guardados em sacolas colocadas dentro de uma mala localizada na residência de um servidor ligado ao instituto. Durante a ação, também foram apreendidos dois veículos de luxo.

A ofensiva foi realizada nesta quarta-feira, 27 de maio, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) como parte de mais uma etapa da Operação Sem Desconto.

Investigação mira esquema bilionário

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridas em Pernambuco, Paraíba, São Paulo e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de um esquema nacional de descontos indevidos aplicados diretamente em benefícios previdenciários entre os anos de 2019 e 2024.

A suspeita é de que associações realizavam cobranças mensais sem autorização dos aposentados e pensionistas, simulando filiações que nunca teriam sido autorizadas pelos beneficiários.

O prejuízo estimado pelas autoridades chega a R$ 6,3 bilhões.

Dinheiro era descontado dos benefícios

De acordo com a apuração, o esquema funcionava por meio de cobranças automáticas descontadas dos pagamentos feitos pelo INSS.

Os beneficiários só descobriam os descontos após perceberem redução nos valores recebidos mensalmente.

Nesta nova etapa, a Polícia Federal investiga possíveis núcleos regionais envolvidos na fraude, incluindo servidores e ex-servidores do instituto.

Em Garanhuns, as investigações se concentram justamente em pessoas ligadas ao INSS.

PF apura organização criminosa

Ao todo, a operação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como monitoramento eletrônico e bloqueio de bens.

Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

As primeiras suspeitas vieram à tona após uma fase anterior da operação, deflagrada em abril do ano passado.

Portal de Prefeitura
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