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Polícia

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O que se sabe sobre possível fuga de Flávio Bolsonaro para a Argentina?

Apesar dos rumores que circulam na imprensa estrangeira, o governo chefiado pelo presidente Javier Milei descartou a presença do congressista em seu país

27 out 2026 - 11h14
(atualizado às 11h15)
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Resumo
Autoridades brasileiras monitoram uma suposta fuga de Flávio Bolsonaro para a Argentina, rumor divulgado pela imprensa do país vizinho, mas descartado pelo governo de Javier Milei e por aliados do senador. A suspeita ocorre no fim do prazo estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes para que o parlamentar entregue seus passaportes à Justiça, em meio a investigações por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Sem confirmação oficial sobre seu paradeiro, a PF apura registros de fronteira.

As autoridades do Brasil entraram em contato com representantes da Argentina para monitorar um possível risco de fuga do senador Flávio Bolsonaro, filiado ao partido PL.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro
Foto: Agência Brasil / Perfil Brasil

A força-tarefa da Polícia Federal iniciou uma verificação minuciosa das informações registradas nos postos regulares da fronteira que divide as duas nações. A movimentação ocorreu após o portal argentino Infobae noticiar, nesta terça-feira (27), que o candidato recém-derrotado no pleito teria cruzado o espaço aéreo rumo ao território vizinho a bordo de um voo particular.

Embora essa informação ainda careça de confirmação, a apuração da CNN revelou que as lideranças governistas brasileiras não têm certeza se o parlamentar se encontra em solo nacional. Enquanto isso, o círculo íntimo de aliados garante que ele não abandonou o país, avaliando internamente o cenário no tribunal eleitoral com extremo pessimismo sobre o encerramento do caso. "Chance zero".

Flávio Bolsonaro pode ter fugido para a Argentina?

O desdobramento dessa suspeita coincide com o fim do prazo limite, estipulado também para esta terça-feira (27), para que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro entregue seus passaportes à Justiça. A retenção do passaporte é fruto de uma decisão mantida sob sigilo absoluto, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado determinou o cancelamento imediato do documento brasileiro em nome do político, visando resguardar as investigações em curso.

As restrições impostas vão além do impedimento de viagens internacionais, pois o ministro Moraes também proibiu qualquer tipo de contato entre o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Ambos são investigados em um mesmo inquérito criminal, focado em apurar denúncias envolvendo supostos esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O cenário jurídico do aliado é igualmente delicado, já que ele foi um dos alvos da operação Sem Desconto deflagrada neste ano. A ação policial investigou uma série de irregularidades em operações vinculadas ao INSS. Após as buscas, o defensor deixou o território nacional e passou a residir nos Estados Unidos, o que levantou ainda mais alertas sobre a conduta dos envolvidos na apuração criminal.

Apesar dos rumores que circulam na imprensa estrangeira, o governo chefiado pelo presidente Javier Milei descartou a presença do congressista em seu país. Em resposta direta, os representantes argentinos negaram que o investigado tenha utilizado rotas migratórias legais para ingressar na nação. O Ministério da Segurança, órgão que responde administrativamente tanto pelo departamento de Imigração quanto pela Polícia de Segurança Aeroportuária, reforçou o posicionamento. A pasta garantiu para a reportagem que o ex-candidato não realizou a travessia, tampouco apresentou pedido formal de entrada, mantendo a incerteza sobre o seu real paradeiro diante do esgotamento do prazo legal.

Perfil Brasil
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