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Polícia

MP denuncia padre que revelou confissão por quebra de sigilo

25 set 2010 - 21h22
(atualizado às 21h27)
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O Ministério Público Estadual denunciou o padre Marcus Vinícius Antunes Trindade, de Pedra de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, por quebra do sigilo no sacramento da confissão. O sacerdote teria contado segredos de confissão do professor Frank Omenuko Omenka à sua namorada na época, Beatriz Silva de Araújo, para tentar seduzi-la. O caso veio à tona em dezembro do ano passado.

A denúncia do MP é de que o padre teria revelado a Beatriz, tanto na igreja quanto por telefone, que Frank jamais se casaria com ela. O religioso também teria contado à mulher que o fiel se queixava, no confessionário, do comportamento da namorada e que tinha receio de que Beatriz pudesse entrar em contato com outros homens.

A promotoria aponta ainda que o padre estaria estimulando Beatriz a largar Frank. Segundo o promotor Egberto Zimmermann, da Justiça Especial de Barra de Guaratiba, a quebra de sigilo é prevista no artigo 154, do Código Penal, com pena de serviço comunitário, como doação de cestas básicas, ou detenção de três meses a um ano, ao profissional que revelar, sem justa causa, segredo cuja revelação possa produzir dano.

Na última quinta-feira, houve a audiência de instrução e julgamento, em que estiveram presentes o professor Omenka e Beatriz, além do religioso. "O processo está na Justiça e Deus está no controle", afirmou Frank. O advogado do padre, Paulo Roberto Monteiro de Amaral, disse que seu cliente está tão confiante na absolvição que rejeitou as propostas de conciliação feitas pelo Ministério Público.

Justiça nega ação de padre

O padre Marcus Vinícius teve ação de difamação movida contra o professor rejeitada no início do mês pela Justiça. "Vamos recorrer", disse o advogado do pároco envolvido na polêmica.

O Ministério Público chegou a oferecer ao sacerdote dois acordos, que foram recusados: doação de cestas básicas de R$ 1 mil a instituições carentes ou suspensão do processo por 2 anos. Nesse caso, o padre teria que ir a cartório criminal uma vez por mês, e o processo seria arquivado.,/p>

No final do ano passado, Beatriz confirmou ao O Dia que tinha "envolvimento afetivo" com o padre: "Ele segurava na minha mão, me pedia abraços e beijos. As coisas esquentaram".

Fonte: O Dia
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