MP acompanha investigações de caso que levou à morte de cachorro em Florianópolis
Quatro adolescentes são suspeitos de terem espancado o animal, que não sobreviveu
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que apura o caso de maus-tratos que levou à morte do cachorro conhecido como Orelha, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC). Quatro adolescentes são suspeitos de terem espancado o animal no começo do ano. Veterinários não conseguiram salvá-lo, e ele precisou ser submetido à eutanásia.
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O cachorro vivia na Praia Brava e era cuidado pela comunidade local. O MPSC declarou que acompanha as investigações por meio da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do meio ambiente, e da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da infância e juventude, pois é possível que haja o envolvimento de adolescentes no espancamento do cão.
As promotorias fizeram contato com a Delegacia de Proteção Animal da Capital, que instaurou um inquérito para apurar o ocorrido, e com a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, que também atua no caso.
A comunidade da Praia Brava lamentou a morte do cão. "Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem", descreveu a Associação dos Moradores da Praia Brava.
Após a conclusão dos inquéritos policiais, os autos serão analisados pelo MP. As providências cabíveis serão tomadas junto às delegacias, dependendo do resultado das investigações.
Segundo reportagem da Globo, Orelha morava há pelo menos 10 anos na Praia Brava, onde há três casinhas de cachorro para os animais considerados mascotes na região. Os moradores da região encontraram o cachorro ferido e o levaram-no ao veterinário. O cachorro não resistiu aos ferimentos e precisou passar pela eutanásia.