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Polícia

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MG: borracheiro filmado ao matar ex é condenado a 15 anos

19 ago 2011 - 17h54
(atualizado em 21/8/2011 às 19h15)
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José Guilherme Camargo
Direto de Belo Horizonte

O borracheiro Fábio William Soares, 32 anos, foi condenado nesta sexta-feira a 15 anos de prisão em regime fechado pela morte de sua ex-mulher, a cabeleireira Maria Islaine de Morais, 30 anos, em 29 de janeiro do ano passado. O crime aconteceu dentro do salão de beleza da vítima, no bairro Guarani, região norte da capital mineira, e foi gravado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Os jurados reconheceram, no Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, os dois agravantes para o crime - motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima -, mas o juiz Christian Gomes Lima considerou os atenuantes - bons antecedentes, réu primário e confissão do crime. Com isso, a pena, que poderia variar de 12 a 30 anos, acabou ficando em 15.

Após julgamento que durou sete horas, o advogado do borracheiro, Ércio Quaresma Firpe, afirmou que vai entrar com um recurso para que a pena seja diminuída. Já a irmã de Fábio, Luciana Estela Soares, comemorou e disse saber que ele não pegaria a pena máxima. "Infelizmente, quero pedir desculpas para o povo que queria que ele pegasse 30 anos", ironizou.

A família de Maria Islaine acompanham o julgamento usando camisas que estampavam a foto da cabeleireira e a palavra "justiça". Única a falar depois da sentença, a sobrinha da vítima, Nayara Morais, disse estar inconformada com a decisão. "Quinze anos é pouco para nossa dor. Os líderes desse País devem mudar o Código Penal. Ele matou minha tia e meu avô (pai da vítima), que morreu sete meses depois do assassinato", disse. O advogado de acusação, José Arteiro Cavalcanti, informou eu vai recorrer da sentença e que ele merece "pelo menos 20 anos de detenção".

Segundo Cláudio de Morais, 39 anos, irmão da vítima, Maria Islaine já havia denunciado o ex-marido várias vezes, mas nada tinha sido feito. "No meu modo de ver, o Estado falhou. A Lei Maria da Penha não foi cumprida", afirmou.

O borracheiro afirmou em seu depoimento que era constantemente humilhado pela ex-mulher e que, antes de cometer o crime, a cabeleireira disse que ele "não era homem para atirar". Em seu depoimento, o réu disse que não tinha a intenção de assassinar a ex-mulher, mas que "perdeu a cabeça". "Fui para conversar com ela, mas ela continuou me humilhando. Disse que eu não era homem de atirar. Eu estava armado porque estava sofrendo ameaças do traficante, que era dono do salão onde ela trabalhava", explicou o borracheiro.

Fabão ainda negou que tenha matado Maria Islaine por causa de uma quantia de R$ 25 mil referente à partilha de um apartamento que pertencia ao casal. Segundo ele, a cabeleireira não respeitava uma determinação judicial segundo a qual Fábio não poderia chegar a 300 m de proximidade dela. "Ela não me deu paz, ficava com o documento do afastamento judicial sempre na mão e falava que ia me por na cadeia. Ele alugou o salão de beleza a 50 m da borracharia", disse.

Fonte: Especial para Terra
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