Mendigo é suspeito em incêndio que atingiu posto no Rio
A polícia investiga a denúncia de que um mendigo teria provocado o incêndio, no fim da noite de sexta-feira, em um posto de combustível próximo aos Arcos da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. O fogo deixou duas pessoas feridas, destruiu quatro carros e deixou outros 19 danificados.
O fogo, que teria começado quando um motorista, fumando, se aproximou de uma das bombas de combustível, alastrou-se rapidamente e causou tumulto no entroncamento das ruas Mem de Sá e Riachuelo, ponto de concentração de jovens devido aos bares da região.
As chamas atingiram uma altura de 4 m. Uma mulher ferida sofreu intoxicação por causa da fumaça. Um homem, identificado apenas como Jorge, sofreu escoriações e foi levado para o Hospital Souza Aguiar. Segundo o major bombeiro Cassio Cappelli, a rápida intervenção dos bombeiros foi fundamental para apagar o fogo e evitar uma tragédia. "Sem dúvidas, havia risco de uma explosão", ressaltou ele.
De acordo com delegado adjunto da 5ª Delegacia de Polícia (DP), de Mem de Sá, Othon Alves Filho, duas testemunhas contaram ter visto um homem retirando a mangueira de uma das bombas de gasolina e espalhando combustível no pátio do posto.
"As testemunhas disseram que um mendigo retirou a mangueira da bomba e espalhou combustível por cerca de um minuto e meio. Em tese, isso corresponderia a 40 l de gasolina espalhados pela área do posto. O suspeito seria um morador de rua. Um homem magro, moreno, barbudo, de aproximadamente 1,75 m de altura. Ele ainda não foi localizado", disse o delegado. O dono do posto não foi encontrado.
Cobrança pelo estacionamento e venda de bebidas
Proprietários dos veículos danificados pelo incêndio contaram na delegacia que pagaram R$ 15 por uma vaga no pátio do posto de gasolina. Um deles disse ainda ter ficado perplexo ao ver os funcionários do posto vendendo bebidas.
"Um dos funcionários do posto me cobrou R$ 15 pelo estacionamento. Pensamos que o carro estava em um local seguro. Mas, quando soubemos do incêndio ficamos assustados", disse a enfermeira Tânia Souza Lima, que comemorava os seus 54 anos com a família, em um bar, próximo ao posto.
"Só pensei em correr"
A proprietária de um Zafira, que ficou completamente destruído pelas chamas, contou que estava abastecendo o carro, quando percebeu o incêndio. "Quando vi o fogo se alastrando, só pensei em correr", afirmou.
Já o comerciante Flávio Peralles, 37 anos, lamentou o fato de seu veículo, que ficou danificado na parte lateral, não estar amparado por um seguro contra acidentes. "Estava em um bar quando soube do incêndio. Meu carro não tem seguro, mas espero ser ressarcido pelos danos", declarou.
Em nota, a Shell Brasil Ltda lamentou o incêndio ocorrido na noite de ontem no Posto Catedral e informou que o dono do estabelecimento já está em contato com os proprietários de todos os veículos que estavam estacionados no local e foram atingidos pelas chamas.
"Ao detectar o início do fogo, a equipe de funcionários do estabelecimento contatou imediatamente o Corpo de Bombeiros e tomou todas as providências necessárias. O incêndio foi controlado em 30 minutos. (...) As causas do incêndio estão sendo investigadas", diz a nota.