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Polícia

Matsunaga pagou amante e não deixaria Elize, diz advogado

20 jun 2012 - 15h43
(atualizado às 19h11)
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Daniel Favero

Marcos Kitano Matsunaga, executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki, foi morto no final de maio
Marcos Kitano Matsunaga, executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki, foi morto no final de maio
Foto: Reprodução

O advogado Luiz Flávio D´Urso, que representa a família do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, morto e esquartejado pela mulher, Elize, contradisse a versão apresentada pelo advogado da amante Natália (que não teve o sobrenome divulgado), de que o executivo já estava separado da esposa há mais de um ano e que estava prestes a se mudar para um apartamento com ela.

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"Não há nenhum dado ou elemento que indique que isso tenha algum fundo de verdade. Tenho acompanhado toda a parte criminal e, evidentemente, dentro da própria investigação levantada, ele realmente saiu com essa moça, teve alguns encontros, mas não há nenhum dado que possa dar suporte a isso que ela (Natália) está falando", afirmou.

Segundo o advogado de Natália, Roberto Parentoni, Matsunaga e a mulher estavam prestes a se separar. O executivo teria dado R$ 27 mil para que a amante montasse um apartamento para o qual se mudariam. "Não tem nenhum dado que comprove que ele iria mobiliar apartamento, de que iria ficar com ela ou largar a esposa por causa dela, nada disso", rebateu D' Urso.

O advogado dos Matsunaga confirma que o executivo deu uma quantia em dinheiro e um veículo como presentes para a amante. "Inicialmente ele iria remunerá-la para que ela eventualmente saísse com ele. Mas isso não significa que ele iria deixar a esposa para permanecer com ela", afirmou.

Segundo o advogado de Natália, os dois se conheceram em uma feira de negócios, há mais de um ano. Ele afirma que na época sua cliente já não trabalhava mais como garota de programa.

Empresário é esquartejado
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Ela e Matsunaga eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem. Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.

Em depoimento dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha. No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

Fonte: Terra
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