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Polícia

Mãe diz que Cepollina 'daria tudo para saber' quem matou Ubiratan

1 nov 2012 - 16h30
(atualizado às 16h41)
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Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

Seis anos após a morte do coronel Ubiratan Guimarães, sua ex-namorada, Carla Cepollina, 46 anos, vai a júri popular acusada pelo homicídio na próxima segunda-feira. Ubiratan foi morto dentro de casa, com um tiro disparado por uma arma de sua propriedade, conforme constatou a perícia. Na defesa de Carla estarão o advogado Eugênio Malavasi e a também advogada Liliana Prinzivalli, mãe da ré.

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Ubiratan Guimarães foi o coronel responsável pela operação da Polícia Militar que resultou na morte de 111 presos no que se convencionou chamar de "Massacre do Carandiru", em 1992. Ele foi julgado pelos crimes e recebeu uma pena de 632 anos pelas mortes. Porém, em um segundo julgamento, foi absolvido, já que foi caracterizado que ele atuou no "estrito cumprimento do dever legal" naquela ocasião.

Liliana afirma que fala "sempre" como advogada sobre o caso e que os laços de família não vão interferir na defesa. Ela disse estar certa de que a filha nunca mentiu para ela e é categórica: "não foi ela".

"Até hoje a Carla está abaladíssima. Nunca se conformou com essa história e daria tudo para saber como foi", diz. De acordo com Liliana, a filha teve uma relação de dois anos com Ubiratan e o amava.

Nesta quinta-feira, o promotor do caso, João Carlos Calsavara, afirmou que o crime se deu por conta de uma crise de ciúme de Carla. Ele diz que enquanto namorava Carla, Guimarães estava envolvido em um relacionamento com a delegada federal Renata Madi. Pouco antes da morte de Ubiratan, ele teria recebido um torpedo enviado por ela em seu celular e que teria sido lido por Carla. Isso, segundo ele, teria sido o estopim para o crime.

"Imagina, crime de ciúme. Ela nunca foi ciumenta. Isso não tem qualquer veracidade. Todo mundo sabia que o Ubiratan, que era uma pessoa madura, teve muitos casos em sua vida. A própria Carla sabia disso. Ele fazia questão de contar as coisas de seu passado", diz Liliana.

Segundo ela, o promotor está "viajando". "De onde ele está pegando essas coisas?. Eu só falo sobre o que está nos autos. Ela (Carla) é a principal interessada em que se descubra a verdade".

Liliana afirma que a filha está sendo usada para acobertar o verdadeiro criminoso. "Ele (Ubiratan) tinha meios para se defender. Só não se defendeu porque quem o matou era mais forte e mais treinado do que ele", diz.

Ela afirma que a filha não teria qualquer chance. "Com um tapa ele teria a desarmado. Ele era um homem de luta, criado em um quartel. Quem o matou era mais forte a mais ágil. Provo isso. Na hora do julgamento, com os autos", afirma.

De acordo com ela, a própria perícia será capaz de absolver a sua filha. "Ubiratan foi morto no domingo e não no sábado, como foi dito. A perícia, feita na segunda-feira de manhã mostra que Ubiratan teria morrido entre 18 e 20 horas anteriores. O promotor pode pegar a maquininha de calcular. Minha filha esteve lá no sábado, não no domingo", afirma. "Ela é absolutamente inocente".

A mãe diz que nestes seis anos, Carla não se conforma com o que aconteceu. Também advogada, a ré trabalha atualmente com a mãe, como assistente. Também faz traduções do português para italiano, inglês e francês e vice-versa, além de administrar os bens da família.

Fonte: Terra
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