Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Lindemberg diz que ainda se emociona ao lembrar de Eloá

15 fev 2012 - 19h52
(atualizado às 21h24)
Compartilhar

Marina Novaes
Vagner Magalhães
Direto de Santo André

Em interrogatório da acusação na tarde desta quarta-feira, Lindemberg Alves Fernandes afirmou que gosta de relembrar a ex-namorada, Eloá Pimentel, em 2008, e que a antiga companheira nunca foi má. Ele disse que quando se lembra dela, se emociona. Após o depoimento do réu, o júri foi suspenso e será retomado na quinta-feira, às 9h.

Relembre o cárcere privado mais longo do Estado de São Paulo

"Não vim aqui para dar show, para comover ninguém, mas quando lembro dela me emociono", disse ele. Sobre Nayara Rodrigues, amiga de Eloá, que por duas vezes esteve no cárcere, ele também disse ter bons sentimentos. "Tenho um carinho muito grande pela Nayara até hoje. Se for comprovado que o tiro que a atingiu partiu da minha arma, também peço perdão", disse.

Ele ainda criticou a ação da polícia no desfecho do cárcere privado de Eloá Pimentel, em 2008, em Santo André, no ABC Paulista, e disse que a invasão do apartamento poderia ter sido evitada."Quando falo que não confio na polícia, me refiro aos negociadores, não à polícia como um todo". Ele disse ainda não ter medo, e sim respeito pelo irmão mais velho de Eloá, Ronickson, que é policial militar.

O réu disse também que pagou R$ 700 pela arma que utilizou durante o cárcere privado. Questionado sobre seu salário mensal, disse que era variável. "Eu fazia entrega de alimentos e em alguns meses o rendimento era maior, em outros menor. Eu tinha também dinheiro guardado, já que eu tinha a intenção de comprar um carro", afirmou.

O acusado negou que tenha participado de crimes anteriormente e que o seu apelido, Liso, se referia à habilidade em despistar policiais.

A acusação também insinuou que ele recebia visitas íntimas na cadeia e perguntou se Lindemberg era feliz com seu desempenho sexual. "Estou bem feliz e resolvido com meu desempenho, mas não tenho visita íntima na prisão", respondeu ele.

O advogado José Beraldo questionou se Lindemberg não estava nervoso e se gostaria de beber água. "Deus está me consolando e me dando muita força. Quando se fala a verdade, se fica tranquilo", respondeu o réu.

O mais longo cárcere de SP

A estudante Eloá Pimentel, 15 anos, morreu em 18 de outubro de 2008, um dia após ser baleada na cabeça e na virilha dentro de seu apartamento, em Santo André, na Grande São Paulo. Os tiros foram disparados quando policiais invadiam o imóvel para tentar libertar a jovem, que passou 101 horas refém do ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes. Foi o mais longo caso de cárcere privado no Estado de São Paulo.

Armado e inconformado com o fim do relacionamento, Lindemberg invadiu o local no dia 13 de outubro, rendendo Eloá e três colegas - Nayara Rodrigues da Silva, Victor Lopes de Campos e Iago Vieira de Oliveira. Os dois adolescentes logo foram libertados pelo acusado. Nayara, por sua vez, chegou a deixar o cativeiro no dia 14, mas retornou ao imóvel dois dias depois para tentar negociar com Lindemberg. Entretanto, ao se aproximar do ex-namorado de sua amiga, Nayara foi rendida e voltou a ser feita refém.

Mesmo com o aparente cansaço de Lindemberg, indicando uma possível rendição, no final da tarde no dia 17 a polícia invadiu o apartamento, supostamente após ouvir um disparo no interior do imóvel. Antes de ser dominado, segundo a polícia, Lindemberg teve tempo de atirar contra as reféns, matando Eloá e ferindo Nayara no rosto. A Justiça decidiu levá-lo a júri popular.

"Não vi arrependimento em Lindemberg", diz mãe de Eloá:
Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra