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Polícia

Laudo não aponta presença de insulina no corpo de Joaquim, diz delegado

9 dez 2013 - 22h01
(atualizado às 22h11)
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O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), afirmou nesta segunda-feira que a perícia das amostras de tecidos retiradas do corpo do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, não apontou a presença de insulina. Ainda assim, o delegado garante que o laudo não altera a linha de investigação seguida até aqui, que aponta a superdosagem de insulina como a principal suspeita de causa da morte do menino, que era diabético. As informações são do Jornal EPTV.

Segundo o delegado, já era esperado que os exames não constatassem a presença da insulina, devido a uma série de fatores como a rapidez da absorção do hormônio e a decomposição do corpo de Joaquim. Além disso, Castro disse haver uma série de indícios que apontam para o uso do medicamento em grande quantidade.

"Nós temos outras provas dentro do inquérito que indicam o uso dessa insulina. A ausência de ter sido detectado no corpo do Joaquim não diz que não foi ministrada a insulina. Já era sabido que ela não seria detectada, em razão do estado de decomposição do corpo, do tamanho da criança e a rapidez com que o organismo absorve a insulina", argumentou o delegado.

Prisão prorrogada

A Justiça de Ribeirão Preto (SP) determinou nesta segunda-feira a prorrogação da prisão temporária de Guilherme Longo e Natália Ponte, padrasto e mãe de Joaquim, presos desde o dia 10 de novembro, suspeitos de envolvimento na morte da vítima. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a decisão foi da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto. Não foi divulgado o novo prazo da prisão temporária. O pedido de prorrogação foi feito na última quinta-feira pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro.

Padrasto de Joaquim é violento, diz irmã

O Jornal EPTV também teve acesso a um depoimento prestado no final de novembro pela irmã do padrasto de Joaquim. Karina Longo afirmou que Guilherme "é violento, agressivo e xinga as pessoas". A jovem relatou ainda que Guilherme já agrediu os pais. No depoimento, Karina disse acreditar na inocência de Natália, mas afirmou que o consumo de drogas vinha "fazendo muito mal" a seu irmão.

Desaparecimento
O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Fonte: Terra
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