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Justiça prorroga prisão de ativistas por mais cinco dias

16 jul 2014
17h05
atualizado às 17h08
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O juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, aceitou o pedido da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária dos manifestantes detidos suspeitos de praticar atos violentos em protestos no Rio. A decisão, no entanto, não abrange os 13 ativistas que tiveram habeas corpus concedidos nesta terça-feira pelo desembargador Siro Darlan.

Com a medida, Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros cinco ativistas permanecerão presos no Complexo Presidiário de Bangu. Os ativistas beneficiados pelo habeas corpus devem ser liberados ainda hoje.

Em sua decisão, o juiz destacou que a investigação ainda está em andamento e que com os mandados de prisão temporária a polícia foi capaz de apreender “armas e material para a confecção de coquetéis molotov e outros explosivos”, o que fortaleceria as suspeitas contra os acusados.

Ao todo, 26 mandados de prisão foram emitidos pela Justiça. As prisões foram executadas no sábado, véspera da partida final da Copa do Mundo entre Argentina e Alemanha no estádio do Maracanã, e são resultado da Operação Firewall 2, coordenada pela DRCI; noves ativistas são considerados foragidos. 

Elisa Quadros, a Sininho, é apontada como a “líder do grupo” e foi presa em Porto Alegre, na casa do namorado. Segundo a polícia, os presos são suspeitos de formação de quadrilha armada e seriam responsáveis pelo planejamento de ações violentas em manifestações desde junho do ano passado. O chefe da polícia civil, Fernando Veloso, sustenta que o conjunto de provas, ainda não apresentado, comprova essas acusações.

A prisão dos ativistas recebeu críticas da sociedade civil. A seccional carioca da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos repudiaram a prisão com base na argumentação do possível dano futuro dos manifestantes, considerada “absurda”.

Fonte: Terra
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